A NERC – Associação Empresarial da Região de Coimbra através da sua Direcção enquanto entidade que defende e luta pelos interesses do tecido empresarial da Região de Coimbra entende que é necessário que a Comunidade Intermunicipal de Coimbra vá mais longe do que as “13 medidas da CIM Região de Coimbra” apresentadas para apoio ao tecido empresarial dos concelhos da Região de Coimbra.
Das 13 medidas que a CIM Região de Coimbra desenvolveu para as empresas apenas 7 vão ao encontro do apoio do tecido empresarial, a saber:
Não consideramos que a criação de equipa de apoio às micro, pequenas e médias empresas através dos Gabinete Municipais de Apoio ao Empresário / Investidor seja a tomada de uma medida de apoio uma vez que estes gabinetes já tinham como propósito desde a sua génese esse mesmo propósito de apoiar o tecido empresarial.
Entendemos que a parceria com a AHRESP tem de ser alargada a todas as entidades que apoiem e defendam as actividades económicas da Região de Coimbra. Não compreende a NERC o porque da parceria exclusiva com a AHRESP, que apenas defende um dos sectores afectados pela crise do COVID-19.
Numa altura em que toda a economia está em risco de se colapsar é necessário, mais do que nunca, o apoio da CIM Região de Coimbra para a sobrevivências das empresas de toda a Região que são, directa ou indirectamente, o garante económico da maioria da população.
No que se refere ao Comércio e Serviços, e outros sectores de actividade económica é necessário haver mais apoio às empresas, de modo a evitar o encerramento no período pós-pandemia, considerando que houve uma total discriminação, anteriormente nalgumas linhas de apoio do governo e agora nas medidas que a CIM Região de Coimbra apresenta, face aos apoios dados aos sectores de turismo, hotelaria e similares.
A decisão política assenta na definição de prioridades, sobretudo em tempo de crise, e urgem medidas de apoio que suportem a sobrevivência das empresas e do emprego na Região. Foi, portanto, no âmbito da nossa missão e por forma a facilitar a aproximação dos decisores à realidade empresarial da Região que realizamos um Inquérito às empresas da Região de Coimbra sobre o impacto da Crise COVID-19. A leitura preliminar dos resultados mostra-nos:
A NERC analisou os resultados e apresenta desde já o plano de implementação de 10 medidas para a retoma da actividade económica a ser enquadrado pelos decisores políticos regionais com efeitos urgentes na Região de Coimbra.
1 – Programa em todos os concelhos para fazer com urgência uma limpeza e desinfestação dos espaços públicos perto de actividades económicas, como locais centrais das cidades, locais históricos, parques empresariais e acessos públicos, a promover pelas autarquias através de um programa integrado a ser efectuado por todas as câmaras municipais;
2 – Estabelecer uma moratória de não pagamento de multas e ou coimas fixadas às empresas com sede no Concelho durante o período de três meses;
3 – Promover por um período de seis meses a isenção e suspensão de taxas municipais que incidam sobre bens e serviços que sejam fornecidos às empresas; nomeadamente, taxas de disponibilidade, tais como taxas dos contadores, taxas dos resíduos e outros, nas facturas de água e saneamento , bem como de uma parceria entre a CIM e os fornecedores de energia para que as facturas às micro-PMES tenham um diferimento de três meses para o seu pagamento sem custos adicionais;
4 – Promover um maior policiamento nas zonas onde se localizam as empresas que tiveram de encerrar portas devido a obrigação estatal; e que agora tem de retomar a actividade económica;
5 – Programa de reforço de bases de dados de empresas na Região de Coimbra de toda sinalética online para localização dos parques empresariais e de actividades económicas em geral nos sites de todas as entidades;
6 – Lançamento de um programa de retoma e revitalização da actividade económica que leve ao consumo nas actividades comerciais dos centros das cidade e do comércio tradicional de rua tal como programa de dinamização do comercio tradicional (REVI.PROCOM ) que enquadre numa 1ª fase programas de campanhas de promoção do comercio tradicional financiada pelos programas regionais (Centro 2020) no âmbito das acções colectivas de qualificação que permita levar a gerar mobilização e confiança na actividade económica.
7 – Programa de comunicação interna e externa a nível das redes sociais de promoção das empresas da Região de Coimbra com a disponibilização de acções globais online bem como de colocação meios de comunicação a ser disponibilizados em todos os concelhos a fim de promover as empresas e o comércio justo, bem como a aquisição por parte das Câmaras de espaço publicitário nos órgãos de comunicação, com o envolvimento da comunicação social local e regional para promoção da aquisição de produtos na Região de Coimbra e por parte da CIM em órgãos de comunicação nacional.
8 – Lançar para todas as empresas no País e associações empresariais congéneres e em especial na Região de Coimbra a campanha “Promova o Comércio Justo”, esta iniciativa assenta em três pressupostos “Em crise diga não ao oportunismo”, “Venda produtos portugueses” e “Pratique preços justos”. (Esta campanha direccionada a empresas de todos os sectores da economia, pretende alertar as empresas para a implementação de medidas de comércio justo nesta altura de crise, fomentando a venda de produtos portugueses em detrimento de produtos semelhantes importados, como forma de dinamizar toda a cadeia de produção nacional, com vista a acelerar a retoma da economia regional e nacional).
9 – Lançar programas de comércio e serviços 4.0 mobilizando o conceito de centros comerciais a céu aberto, mobilizando os programas de cooperação empresarial virando as actividades económicas para a economia digital. (Neste especial ponto irá a NERC desenvolver e intensificar o Programa Comércio Digital, para colocar nas empresas gratuitamente um site, com domínio .pt, e-mail próprio, etc; bem como intensificar em virtude da retoma económica o programa de formação gratuita nas empresas sobre marketing digital ou outras áreas relativa a áreas de comércio electrónico, bem como programas de formação-acção para mobilizar nas empresa a economia digital.
10 – Isentar do pagamento da derrama as empresas e entidades da economia social de todos os sectores durante o ano de 2020. A taxa de derrama é calculada pelo exercício fiscal de 2019. O município tem autonomia para fixar isenções e as taxas de incidência.
A Direcção da NERC afirma que esta iniciativa “REVITALIZAR PARA COMPETIR “ propõe-se, em primeiro lugar, a ajudar as empresas que pretendam mobilizar mais actividade comercial e mais vendas em todos os sectores de actividade económica para dar resposta às necessidades do momento, dando preferência a factores de identidade nacional nos hábitos de consumo e de mobilização de produtos portugueses.
Sobreviver a esta profunda mudança da estrutura social e económica implica uma nova cultura de colaboração a todos os níveis e este será o foco e a responsabilidade das estruturas associativas que emergirão desta crise e por isso o lema “juntos somos mais fortes“.
Caros responsáveis das entidades representativas do poder regional e autárquico, contem connosco na luta pelo futuro do tecido empresarial no âmbito da nossa missão, na defesa da competitividade da Região de Coimbra e, se assim o entenderem, em união de esforços com todas as medidas que a apoiem, na convicção da nossa divisa de que “JUNTOS SOMOS MAIS FORTES”
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