“A influência de Pombal nas Ciências Exatas e na História Natural” é o tema da videoconferência que irá ser realizada na próxima quinta-feira (26), no âmbito da Ciência e Tecnologia e dos 250 Anos da Concessão do Título de Marquês de Pombal a Sebastião José de Carvalho e Melo e que estará a cargo do Professor Catedrático da Universidade de Coimbra, Carlos Fiolhais, Doutor em Física Teórica.
A iniciativa terá lugar pelas 11h15 a partir do Celeiro do Marquês e transmitido pelos meios digitais do Município, contando com uma presença limitada de participantes, mediante inscrição prévia.
Na opinião do orador, “Sebastião José de Carvalho e Melo, Marquês de Pombal desde 1770, tomou contacto com as ideias do Iluminismo quando foi representante do reino português em Viena e por Londres. Na capital londrina tornou-se membro da Sociedade Real de Londres, a famosa e antiga sociedade científica.”
“Em 1755 com o grande terramoto de Lisboa (o evento que marcou o nascimento de geofísica) alcançou um lugar de poder proeminente, que lhe permitiu fazer algumas reformas essenciais do Reino. Uma das mais importantes foi a chamada Reforma Pombalina da Universidade de Coimbra, realizada em 1772, após o falhanço do projecto que foi o Colégio dos Nobres em Lisboa”, referiu, acrescentando que “com os novos Estatutos, foram criadas duas novas faculdades, a de Matemática e a de Filosofia.”
Ainda segundo Carlos Fiolhais, “foram criados novos edifícios como o Observatório Astronómico, sobre o castelo da cidade, e o Laboratório Químico, no refeitório jesuíta, um dos primeiros laboratórios a ser criados em todo o mundo para o ensino e a pesquisa de uma ciência que então emergia.”
No Colégio de Jesus, que tinha sido dos jesuítas, o Marquês “mandou fazer obras que permitiram albergar um Gabinete de Física Experimental, com numerosos aparelhos, um gabinete de História natural e um jardim botânico.” “Além disso, modernizou a Faculdade de Medicina, dotando-a de um teatro anatómico, instalou o Hospital Real de Coimbra no Colégio de Jesus, e criou um Dispensário Farmacêutico”, refere o Físico.
Carlos Fiolhais realça, igualmente, que o Marquês de Pombal “criou também um Jardim Botânico, o primeiro do país numa escola superior”, tendo contratado “mestres estrangeiros como os italianos João Baptista Dalla Bela e Domingos Vandelli.”
A “nova ciência” baseada na observação, na experimentação e no raciocínio matemático, surgiu então em força em Portugal para substituir a “antiga ciência”, afirmou Carlos Fiolhais.
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