COIMBRA,19 de Abril de 2024

Plano de rega de espaços verdes poupou 100 mil euros de água em Coimbra

18 de Março 2024 Rádio Regional do Centro: Plano de rega de espaços verdes poupou 100 mil euros de água em Coimbra

O Relatório relativo ao Consumo de Água de Rega de Espaços Verdes e árvores de 2023 vai ser apresentado na reunião do Executivo da Câmara de Coimbra de segunda-feira.

O documento reflecte, sobretudo, a aplicação do Plano Municipal de Redução e Contingência para o Consumo de Água de Rega de Espaços Verdes, aprovado no ano passado, que contribuiu para a redução de 30% do consumo, face a 2022, o que correspondeu a uma poupança de cerca de 100 mil euros.

Para este resultado – uma redução de 30% de consumo e uma poupança de 97.739 euros – contribuíram algumas medidas do Plano Municipal de Redução e Contingência para o Consumo de Água de Rega de Espaços Verdes – aprovado a 5 de Junho do ano passado -, nomeadamente a monotorização constante dos consumos de água, visando a detenção imediata de fugas e consumos excessivos, em articulação com a Águas de Coimbra, e ainda o facto de a rega de árvores feita através de cisternas móveis ter sido efectuada somente com água captada no Rio Mondego.

De realçar, também, que os sistemas de rega automática de relvados foram programados para rega alternada (dia sim, dia não) e, somente, durante o horário noturno e foi privilegiado, sempre que possível, tanto do ponto de vista funcional e ornamental, a adoção de prados mediterrânicos, para além de se ter lançado uma campanha de sensibilização para a importância dos prados mediterrânicos e se ter privilegiado o uso de água do rio em fontes ornamentais, por exemplo, no Parque Verde do Mondego.

Como refere o documento, contribuiu ainda para esta diminuição a pluviosidade do início do mês de Junho de 2023 (depressão Óscar entre os dias 7 e 10), que permitiu que se desligassem as regas e só se voltassem a ligar no final do mês.

O objectivo do plano era adaptar o Município ao momento sensível que o território nacional atravessava, na incerteza e na imprevisibilidade da duração e severidade/extremidade do estado de seca, de modo a mitigar o impacto nos stocks de água da rede pública necessários ao abastecimento das populações.

Avaliado agora o plano, importa referir que no que concerne ao consumo de água de rega (em m3) nos últimos três anos, verificou-se um decréscimo de 10% em 2021 para 2022 (de 147.217 m3 para 132.500 m3) e de 30,4% de 2022 para 2023 (132.500 m3 para 92.275 m3).

Fonte: Campeão das Províncias

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