O historiador de arte e académico António Filipe Pimentel, natural de Penacova e docente no Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), vai dirigir o Museu Calouste Gulbenkian, depois de ter sido escolhido num processo de recrutamento internacional.
Este processo, levado a cabo pela Fundação Calouste Gulbenkian nos últimos meses, depois de anunciada a saída da anterior directora, a britânica Penelope Curtis, foi realizado com o apoio de uma empresa internacional especializada em recrutamento para instituições culturais.
Para o Centro de Arte Moderna foi escolhido Benjamin Weil, actual director artístico do Centro Botín.
“A decisão do Conselho de Administração da Fundação Gulbenkian teve em conta o perfil de excelência dos dois candidatos, e a sua adequação à especificidade do Museu Calouste Gulbenkian e do Centro de Arte Moderna”, justifica a Gulbenkian.
António Filipe Pimentel, citado pela Gulbenkian, no comunicado, diz-se “honrado e seduzido com o desafio, naturalmente irresistível” de projectar a sua experiência “ao serviço do estudo, preservação e divulgação de uma colecção de referência internacional, para cuja salvaguarda foi criada uma das mais prestigiosas instituições do seu género em todo o mundo”.
Realça, ainda, a “relevância na própria projecção nacional e internacional” da Fundação Calouste Gulbenkian “enquanto marca” e reforçando, nesse sentido, “a bondade de operar transversalmente com as outras áreas de acção da Fundação”.
Nascido em 1959, na freguesia de São Pedro de Alva, António Filipe Pimentel é doutorado em História de Arte e chegou a ser pró‐reitor para o património da Universidade de Coimbra.
Durante quase uma década (2010-2019) foi director do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), em Lisboa, depois de já ter exercido as mesmas funções no Museu Grão Vasco, em Viseu.
“Colocando ênfase na investigação, conservação e restauro, sob a sua direcção, o MNAA conheceu um período de excelente programação e de grande sucesso no número de visitantes nacionais e estrangeiros”, salienta a Gulbenkian sobre Pimentel.
Actualmente, entre os vários cargos que ocupa, estão o de correspondente nacional académico da Academia Nacional de Belas Artes, membro da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa e investigador associado do Centro de Arte e Património Universitário da Universidade de Salamanca, no Instituto de História de Arte da Universidade Nova de Lisboa, e do Centro de Estudos em Arqueologia, Arte e Ciências do Património das universidades de Coimbra e do Porto.
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