A MARP – Associação das Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas expressa a sua mais sincera solidariedade e preocupação a toda a população, em especial às agricultoras e suas famílias, que mais uma vez viram as suas vidas viradas de pernas para o ar.
Da noite para o dia, essas mulheres corajosas e dedicadas enfrentaram prejuízos avultados: habitações destruídas, animais mortos, florestas devastadas, árvores arrancadas, vinhas e culturas hortícolas comprometidas, pastos arrasados, estufas danificadas e muros e armazéns completamente destruídos. A magnitude desta tragédia ultrapassa a mera destruição material; ela revela a fragilidade em que as mulheres agricultoras já se encontravam, expostas diariamente a uma situação precária e desafiadora.
Neste contexto crítico, a MARP denuncia a resposta tardia do Governo e a insuficiência do pacote de medidas anunciadas. A gravidade da situação exige uma avaliação rápida dos prejuízos e a desburocratização dos processos administrativos. É imperativo que os valores dos apoios sejam adequados aos danos verificados e que estes cheguem de forma célere a todas as afectadas.
A MARP denuncia ainda a inexistência de uma política eficaz de prevenção destes fenómenos extremos, que sabemos irão ser cada vez mais frequentes, e que necessitam de uma vez por todas, de políticas territoriais correspondentes à sua gravidade, que incluem tanto a prevenção de riscos em meio urbano, como em meio rural.
Neste Ano Internacional da Mulher Agricultora, a MARP reafirma o seu compromisso em dar visibilidade à realidade das mulheres agricultoras portuguesas. Continuaremos a participar activamente na defesa da melhoria das suas condições de vida em todas as vertentes, pois acreditamos que a resiliência e a força das agricultoras são fundamentais para a recuperação e o fortalecimento da nossa agricultura.
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