COIMBRA,8 de Março de 2026

Festival Internacional de Chocolate de Óbidos homenageia criatividade

16 de Fevereiro 2026 Rádio Regional do Centro: Festival Internacional de Chocolate de Óbidos homenageia criatividade

O Festival Internacional de Chocolate de Óbidos apresentou esta sexta-feira, 13 de Fevereiro, na Biblioteca da Sociedade Nacional de Belas-Artes, em Lisboa, todos os detalhes da edição 2026, que decorrerá entre 6 e 22 de Março, sob o tema “Arte”.

Durante a conferência de imprensa de lançamento do festival, que este ano conta com um investimento de 450 mil euros, foram revelados os destaques que irão celebrar a expressão artística em toda a sua essência, explorando as formas, texturas, cores e emoções que marcam a História da Arte, reinterpretadas através do mais irresistível dos materiais, o Chocolate.

Sob a curadoria do chef Francisco Siopa, executive pastry chef no Penha Longa Resort, foram adiantadas algumas das principais presenças nacionais e internacionais, que incluem chefs de restaurantes premiados e distinguidos pelas estrelas do Guia Michelin, bem como novas experiências e parcerias que marcarão o evento.

Serão mais de 80 apresentações, entre showcookings, concursos e demonstrações, que podem ser encontrados na vasta programação do Palco Smeg/Callebaut ou no Palco Aveirotel/Pingo Doce. O chocolate ganha assim uma nova dimensão artística com as icónicas Esculturas de Chocolate em exposição, e com a grande novidade desta edição: o Museu de Arte em Chocolate. Aqui, será possível admirar obras de referência internacional desenvolvidas em residência artística por uma equipa de especialistas. Para quem procura ver a magia a acontecer, o festival, este ano na sua 22ª edição, mantém as dinâmicas de Esculturas ao Vivo, onde chefs de renome mundial desafiam os limites da criatividade, convertendo blocos de chocolate em peças artísticas únicas e detalhadas.

Outra das novidades internacionais é a presença de produtores de cacau de diferentes continentes. Para além da representação da Arte do Cacau da Costa do Marfim, com a expressão da sua gastronomia e cultura, estará também presente uma mostra do Equador, trazida pela Paccari, patente na exposição sensorial do Ecossistema Cacau.

Dança, música e fotografia juntam-se ao chocolate

O festival oferece também um roteiro de experiências únicas sobre as diferentes vertentes das artes. A técnica da fotografia fará uso dos taninos de chocolate para mostrar como revelar imagens fotográficas, numa técnica invulgar baseada na cianotipia. O vinho, a literatura e a música estarão presentes na Enoteca, enquanto uma fusão entre a tradição e a contemporaneidade se pode encontrar na Casa da Mariquinhas, onde imperam cocktails de ginja e chocolate e sabores e sonoridades do fado.

Entre outras experiências divertidas, os visitantes poderão também brincar e provar o chocolate em ateliers ou oficinas, em que cada um é convidado a mostrar a sua criatividade na arte, inspirados em grandes artistas como Gaudí ou Miró. A dança e a arte performativa também estarão patentes no evento, entre actuações no Palco Ritmos e performances de arte de rua que se desenvolvem pelo recinto. Uma viagem completa pelo mundo do cacau exige ainda uma paragem obrigatória para conhecer as marcas e os chocolatiers presentes no evento, apreciar as montras do Mercado de Chocolate, e conhecer os talentos emergentes dos Institutos Formativos.

A edição de 2026 regressa à essência da criação humana, propondo ao público descobrir o chocolate como matéria-prima artística, e reforçando o posicionamento do festival como um espaço de inovação cultural onde tradição e contemporaneidade se encontram. “O festival é parte de uma estratégia cultural mais ampla do território, assumindo-se como um projecto cultural e criativo que transforma o chocolate em experiência artística e narrativa coletiva”, afirmou, na ocasião, Ricardo Duque, vice presidente do Município de Óbidos. Um evento “que cruza saberes, talentos, públicos e gerações”. Este ano, o festival convida cada visitante a olhar para o chocolate não apenas como um produto gastronómico, mas como uma verdadeira linguagem criativa. “O tema escolhido para 2026, ‘Arte’, devolve-nos àquilo que move este festival desde a sua origem: a capacidade humana de criar. Criar formas, criar emoções, criar beleza”. “Óbidos tem uma relação antiga e profunda com a criação artística. Uma relação que vem de longe e que atravessa séculos. Desde logo com José Joaquim dos Santos, natural de Óbidos, mestre da Igreja Patriarcal e um dos principais vultos da música portuguesa da segunda metade do século XVIII”, passando por outros nomes icónicos como Josefa de Óbidos, uma das grandes figuras do barroco português, Abílio de Mattos e Silva, pintor, cenógrafo e figurinista, e ainda José Aurélio, figura decisiva na dinamização da arte contemporânea em Óbidos entre as décadas de 60 e 70.

Ricardo Duque deixou ainda fortes palavras de apreço à empresa municipal Óbidos Criativa, que “ocupa um lugar central e justamente reconhecido”. “Em Óbidos, os eventos não são apenas programação. São estratégia. São política pública. São uma forma inteligente de criar novas tradições, de gerar economia e de projetar o território”. O Festival Internacional do Chocolate de Óbidos é, por isso, um exemplo claro de como a Cultura, quando é pensada de forma estratégica, se transforma num activo de desenvolvimento territorial”. De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Óbidos Criativa, Pedro Rodrigues, o festival surge, uma vez mais, como uma “valorização do sector, dos seus profissionais e das marcas”, enaltecendo o papel “fundamental” de todos os parceiros num evento como este. “São, sem dúvida, uma mais valia, pelo conhecimento e pelas equipas que trazem”. “Agregando todas as partes interessadas – profissionais, chefs, institutos de formação, parceiros – conseguimos trazer ao evento as componentes necessárias para chamar público, mas também abrir oportunidades para jovens estudantes que pretendem profissionalizar-se” e assim fazer parte do sector.

Uma referência internacional

A edição deste ano olha, uma vez mais, para as famílias, “mas é também um evento de referência internacional, que chama chocolatiers, marcas, profissionais, centros de formação, e um público cada vez mais atento e exigente”, referiu, na ocasião, Francisco Siopa. “Óbidos tem uma característica muito rara: consegue ser acessível, sem ser superficial”, facto que se deve a “uma visão consistente do município e ao trabalho da empresa Óbidos Criativa” que, ao longo do ano, constroem “cultura com identidade” porque “acreditam que cultura não é apenas entretenimento, mas risco, pensamento e exigência”. O Festival Internacional de Chocolate é um evento que “não quer agradar a todos”. Pretende “ser relevante e ser, acima de tudo, uma lufada de ar fresco no panorama dos eventos de chocolate em Portugal”. “Quer formar públicos, inspirar profissionais, e elevar o chocolate a um lugar onde nunca foi verdadeiramente colocado em Portugal”, salientou o curador do festival. Pretende ser, ao mesmo tempo, “um espaço de pensamento, com a componente de formação, e onde se discute o chocolate como cultura e como linguagem”. De acordo com o curador, o tema deste ano “pretende marcar uma posição: a de que o chocolate merece o mesmo lugar que qualquer outra forma de expressão artística”.

Presente na conferência de imprensa, João Paulo Queiroz, presidente da Sociedade Nacional de Belas-Artes, entidade que tem como missão “acolher a cultura”, aplaudiu a iniciativa, e enalteceu Óbidos, local de onde nascem iniciativas “sempre muito diferenciadas a nível cultural”. De acrescentar que a sessão de lançamento do festival terminou com um momento de degustação apresentado pelo restaurante Kabuki Lisboa, premiado com uma estrela Michelin, acompanhado pelos vinhos de assinatura Joaquim Arnaud.

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