O antigo ministro da Economia Manuel Pinho ficou detido, esta terça-feira, após comparecer no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) para interrogatório no âmbito do caso EDP.
À saída do DCIAP, o advogado do ex-governante, Ricardo Sá Fernandes, considerou a situação “um grave abuso de poder” e adiantou que o mandado de detenção abrange também a mulher do antigo governante socialista, Alexandra Pinho.
“Acho que a Justiça não pode funcionar assim. Isto é uma situação de um grave abuso de poder. O Ministério Público não pode escolher os juízes que acha que servem melhor os seus propósitos. Mantenho toda a tranquilidade, já tenho muitos anos disto, já vi muita coisa na vida forense em Portugal, já vi coisas que achava que nunca iria ver e, sinceramente, esta era uma que eu achava que não ia ver”, afirmou.
Ricardo Sá Fernandes referiu que este processo “está em investigação há 10 anos” e que Manuel Pinho “compareceu sempre” para prestar esclarecimentos e “nunca fugiu às suas responsabilidades”, sublinhando ainda que a detenção ordenada pelo Juiz de Instrução Criminal Carlos Alexandre representa “uma errada noção do que é o exercício de Justiça”.
Manuel Pinho foi constituído arguido no âmbito do caso EDP no Verão de 2017, por suspeitas de corrupção e branqueamento de capitais, num processo relacionado com dinheiros provenientes do Grupo Espírito Santo.
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