COIMBRA,21 de Outubro de 2026

Entre insultos e agressões APAV apoiou 100 vítimas de bullying

20 de Outubro 2026 Rádio Regional do Centro: Entre insultos e agressões APAV apoiou 100 vítimas de bullying

Mais de metade das vítimas acompanhadas em 2025 tinha entre 11 e 17 anos. Em cerca de um quarto das situações houve queixa ou denúncia às autoridades.

A escola soube de 65% das situações de bullying acompanhadas pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) em 2025, mas a apresentação de queixa ou denúncia às autoridades ocorreu em 26% dos casos. Os números integram o balanço divulgado pela associação a 20 de Outubro, Dia Mundial do Combate ao Bullying, relativo a um ano em que prestou apoio a 100 vítimas.

As raparigas e mulheres representaram 56% das pessoas apoiadas. Na distribuição por idades, o grupo dos 11 aos 14 anos foi o mais representado, com 29 vítimas, seguido dos adolescentes entre os 15 e os 17 anos, com 25. No conjunto, estas duas faixas etárias corresponderam a mais de metade dos casos.

A violência assumiu diferentes formas, por vezes sobrepostas. A componente verbal foi identificada nas situações de 58 vítimas, enquanto as agressões físicas afectaram 37. A violência social esteve presente em 31 casos e o cyberbullying em 22.

Uma mesma vítima pode ter enfrentado várias destas dinâmicas, pelo que os valores não devem ser somados como se correspondessem a pessoas distintas. O retrato diz respeito exclusivamente a quem recebeu apoio da APAV, não permitindo medir a dimensão global do fenómeno no país.

Ao divulgar estas estatísticas, a associação chama a atenção para a importância de reconhecer os sinais de violência e de garantir uma resposta que envolva famílias, escolas e comunidade. A prevenção e a identificação precoce são apontadas como essenciais para intervir nas situações que afectam crianças e jovens.

Sobre o recurso às autoridades, a APAV esclarece que o bullying não corresponde a um crime autónomo na legislação portuguesa, embora os comportamentos praticados possam ter relevância criminal.

As vítimas podem procurar apoio jurídico, psicológico e social, gratuito e confidencial, através da rede nacional de gabinetes e estruturas de proximidade da associação. A Linha de Apoio à Vítima, com o número 116 006, funciona gratuitamente nos dias úteis, das 8h00 às 23h00. Está também disponível um chatbot da APAV, acessível online durante as 24 horas, todos os dias da semana.

Fonte: Campeão das Províncias

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