O cabeça de lista da CDU à Câmara de Coimbra, Francisco Queirós, defendeu, esta quinta-feira, que é necessário avançar com políticas para “repovoar” e “revitalizar” a Baixa da cidade, e apontou para a criação de habitação a custos controlados.
“O poder local em concreto pode ter uma posição decisiva relativamente à habitação na Baixa, nomeadamente com a aquisição de imóveis para pô-los a arrendar a custos controlados, para condicionar o preço da habitação e trazer para a Baixa famílias jovens. Isso é fundamental – repovoar a baixa”, afirmou à agência Lusa o candidato da coligação da CDU (PCP/PEV), que falava antes de uma arruada entre o Largo da Portagem e a Praça 8 de Maio.
Recordando que o abandono dos centros históricos não é um fenómeno apenas de Coimbra, Francisco Queirós considerou que “é possível revitalizar a Baixa” e inverter aquilo que classifica como de “políticas erradas” feitas ao longo dos anos, relativamente ao comércio e habitação.
Nesse sentido, políticas públicas no sector da habitação são, na sua perspectiva, “fundamentais” para tornarem a Baixa de Coimbra habitada.
Crítico do número de grandes superfícies comerciais situadas em Coimbra e próximas do centro da cidade, o candidato da CDU defendeu o apoio dos comerciantes da Baixa, assim como a atracção de lojas âncora.
“A Câmara também tem de estar de portas abertas. Há alguma opacidade e inacessibilidade aos serviços da Câmara e a Câmara tem que prestar apoio efectivo, célere e imediato a todos aqueles que querem investir e não o tem feito”, notou, referindo que todos os dias se ouvem relatos de empresários que se queixam de tentar falar com o município e de não receberem qualquer resposta.
Para além do comércio e da habitação, Francisco Queirós propõe também que o Município continue a comprar edifícios para instalar serviços municipais naquela zona da cidade, bem como a lutar por outros “serviços importantíssimos”, como é o caso da requalificação e ampliação do Palácio da Justiça.
O candidato chamou ainda a atenção para a necessidade de as operações previstas nas duas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) “avançarem efectivamente”.
Sobre o alojamento local, que cresceu até ao início da pandemia na cidade, Francisco Queirós afirmou que é “preciso começar a monitorizar” esses investimentos, apesar de reconhecer algumas “vantagens no sentido de requalificação de imóveis” que estavam devolutos.
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