Os candidatos à Câmara e Assembleia Municipal de Miranda do Corvo do PS, PSD, CDU, CDS-PP e Chega visitaram o Hospital Compaixão, propriedade da Fundação ADFP e que está fechado há mais de dois anos.
De acordo com a Fundação ADFP, na visita de sábado “todos os candidatos manifestaram incompreensão por esta situação que prejudica as pessoas de Miranda do Corvo e dos concelhos vizinhos da sub-região Pinhal Interior”.
“Foi consensual que depois das eleições deverão criar um movimento de defesa do Hospital envolvendo pessoas de todos os partidos e embora se tivessem verificado alguns ataques políticos entre os candidatos, a regra foi um apelo consensual à unidade na defesa do Hospital de Miranda e sua rápida abertura”, refere a Fundação ADFP, que é presidida por Jaime Ramos.
Acrescenta-se, ainda, que “os candidatos defenderam que neste processo, que deve ser liderado pelo presidente da Câmara de Miranda e pelos restantes eleitos, se deverá envolver os presidentes de outros concelhos (Condeixa, Lousã, Góis, Pampilhosa, Penela e Poiares da CIM de Coimbra, mas também os de Castanheira de Pêra, Figueiró, Pedrogão, do distrito de Leiria”.
“Todos criticaram o facto de a presidente da Administração Regional de Saúde ter vindo a fugir ao diálogo, não comparecendo as reuniões convocadas pelos autarcas de Miranda do Corvo”, assim como “defenderam a ideia que os serviços do Centro de Saúde de Miranda e Semide precisam de melhorias e que o Hospital irá favorecer o funcionamento destas unidades”, refere a ADFP.
“Foi citado o exemplo dos Centros de Saúde de Oliveira do Hospital, Mealhada e Anadia, onde há hospitais como o de Miranda, que respondem melhor as necessidades das pessoas e a maioria revelou forte indignação pelo facto de a ARS e o Ministério da Saúde não tratar Miranda de forma igualitária com os outros concelhos”, conclui a Fundação ADFP.
Segundo Jaime Ramos, o objectivo do Hospital é criar internamento de Cuidados Continuados de Convalescença e Paliativos, de que “há evidente falta na região do Pinhal Interior e na CIM de Coimbra”.
“O Hospital pretende ter um acordo de cooperação com o SNS para combater as listas de espera em cirurgia e consultas de várias especialidades e realizar exames auxiliares de diagnóstico de Imagiologia, radiologia, ecografia, TAC, de gastro com endoscopia/colonoscopia, de cardiologia e outras especialidades”, refere o médico e presidente da Fundação ADFP, considerando que “ninguém entende porque o Governo paga os exames complementares de diagnóstico em privados do sector lucrativo em Coimbra, mas recusa comparticipar os doentes em Miranda do Corvo”.
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