Os 11 municípios que integram Empresa Intermunicipal de Ambiente do Pinhal Interior (APIN) contestam o aumento “superior a 50%” da tarifa de tratamento de resíduos sólidos urbanos para 2022.
A APIN afirma que, em reunião de accionistas, os representantes das Câmaras Municipais que a integram, manifestaram-se contra o aumento anunciado pela Empresa de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos do Centro (ERSUC), considerando-o “excessivamente elevado”.
“Trata-se de um aumento abrupto, com o qual discordamos e para o qual não foi apresentada fundamentação plausível que sustente esta subida significativa de custos”, contesta o Conselho de Administração da APIN.
A tarifa para 2022 cifra-se em cerca de 44 euros por tonelada de resíduos mais IVA, “um aumento superior a 50% face à tarifa actual, um aumento inesperado tendo em conta o verificado em anos anteriores”, explica o director executivo e financeiro da APIN, Rui Simões.
“A ERSUC é a empresa que nos presta o serviço associado ao tratamento de resíduos urbanos que recolhemos diariamente, sendo um dos custos mais relevantes para a APIN”, acrescenta.
Rui Simões alerta ainda que o aumento dos custos de tratamento de resíduos sólidos – decidido pela ERSUC, “com total conivência da ERSAR” (a entidade reguladora dos serviços de águas e resíduos) – “poderá ser extremamente negativo para o projecto de desenvolvimento e sustentabilidade da APIN”.
A posição da empresa intermunicipal surge na sequência “de um comunicado enviado às autarquias, por parte da ERSUC”, sobre a actualização da tarifa de tratamento de resíduos sólidos urbanos para 2022.
A APIN é constituída por capitais exclusivamente públicos dos municípios de Alvaiázere, Ansião, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande (distrito de Leiria) e Góis, Lousã, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela e Vila Nova de Poiares (Coimbra).
Fonte: Campeão das Províncias
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