O ciclo de programação “Verão a Dois tempos” regressa à Baixa de Coimbra de Julho a Setembro, com cerca de 75 iniciativas, distribuídas por oito espaços da cidade, três deles novos.
A iniciativa, que acontece de 7 de Julho a 13 de Setembro, integra concertos, performances, exposições e cinema, na Baixa da cidade, estendendo-se, nesta quarta edição, também ao Parque Manuel Braga, à Casa da Escrita e à Estação Nova.
“Estamos a falar de um projecto que tenta criar fluxo de públicos na zona histórica da cidade e que tenta ter uma visão artística a questionar território”, disse o chefe de Divisão da Cultura da Câmara de Coimbra, Rafael Nascimento, durante a apresentação do evento.
“O Verão a Dois Tempos”, salientou, é “um festival de artes urbano, multidisciplinar, que tenta utilizar metodologias participativas”, coorganizado por seis entidades: Câmara de Coimbra, a Blue House, Associação Há Baixa, Centro de Artes Visuais (CAV)/Encontros de Fotografia, Jazz ao Centro Clube (JACC) e, pela primeira vez, Fila K Cineclube.
O Município de Coimbra promove concertos de projetos locais e da Região, como Mariana Aleixo, Duques do Precariado, Filipe Furtado Trio ou António Olaio e Manuel Guimarães, entre 1 Agosto e 5 de Setembro, às sextas-feiras e sábados, tendo como parceiros o Quebra Jazz e a Escola da Noite.
A produtora Blue House assume a curadoria do “Café Longo”, às terças-feiras, na Praça do Comércio, dando visibilidade, durante o mês de julho, a oito projetos emergentes, que se candidataram a uma ‘open-call’ para captar novos talentos.
Segundo o coordenador João Silva, o “Café Longo” muda-se, em Agosto, para a Casa da Escrita, com uma “curadoria virada para escrita”, com concertos, teatro e leituras encenadas.
A Blue House é também responsável pelo Epicentro, entre 11 e 13 de Setembro, na Estação Nova, cuja programação é centrada na criação artística.
A Associação Há Baixa, a celebrar dez anos, volta a desenvolver projectos de participação comunitária, envolvendo quem vive na Baixa e as diversas comunidades, insistindo no programa “Núcleo de Imaginação da Baixa”, segundo Catarina Pires, da direcção artística.
Entre as propostas, a responsável destacou o concerto do grupo Lavoisier, uma performance intercultural inspirada na obra “As Mil e Uma Noites”, envolvendo a comunidade de São Tomé e Príncipe, e a instalação/performance de Ana Borralho e João Galante, com um “tapete de pessoas deitadas a sussurrar texto”.
O JACC apresenta uma programação com o título “Fazer Cidade”, que terá como espaço central o piso térreo do edifício do Salão Brasil, de acordo com o presidente da direcção, José Miguel Pereira, dando nota da exposição do arquiteto Rafael Vieira, que será inaugurada no âmbito das Festas da Cidade.
A Fila K Cineclube organiza um ciclo de cinema na Casa da Escrita, às quintas-feiras, que pensa o tema do neorrealismo, com curadoria de Leonor Areal, em Julho, e de António Pedro Pita, em Agosto, e que incluirá conversas no final de cada sessão, disse a presidente da direcção, Rita Rego.
O CAV apresenta a exposição “Intervalo” de Eduardo Matos, na Estação Nova, a partir de 18 de Julho, com peças de escultura, vídeo e desenho, contando ainda com “um serviço educativo”, com visitas guiadas e workshops com crianças, adiantou o coordenador Jorge Simões.
Para a vereadora da Cultura da Câmara de Coimbra, estas iniciativas levam a concluir que “acontece cultura em Coimbra”, comparado com há cerca de 15 anos, salientando que o projeto também contribui para a dinâmica do comércio local, para valorizar o património edificado e dar relevância aos artistas.
Margarida Mendes Silva disse que foram alocados ao projecto “185 mil euros, dos quais 155 mil foram diretamente atribuídos às entidades”.
A programação completa pode ser consultada em veraoa2tempos.pt
Fonte: Campeão das Províncias
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