Entre amigos, com o propósito de celebrar a vida de António Duarte Arnaut, o almoço promovido no último sábado, dia 24 de Janeiro, pelo Grupo Media Centro – do qual fazem parte o Campeão das Províncias, a Rádio Regional do Centro e O Despertar – reavivou o seu legado como presença activa e memória colectiva. Ouviu-se que recordar o seu nome é mais do que invocar a trajectória de um homem verdadeiramente do povo: é suscitar a curiosidade das novas gerações e assumir um encargo comum de conhecimento, respeito e continuidade.
Nas falas dos presentes, Arnaut surgiu inteiro: o cidadão de convicção democrática e republicana; o advogado que via no direito um escudo dos mais frágeis; o escritor e poeta para quem a palavra tem alma; o homem de convívio, humor e serenidade, capaz de tornar a vida pública mais humana. E, inevitavelmente, a obra maior que atravessou gerações: o Serviço Nacional de Saúde, marco civilizacional da nova República portuguesa – a ideia simples e exigente de que a saúde é um direito universal e não uma mercadoria, e de que a dignidade não pode depender da condição social.
Entre testemunhos pessoais, bastidores, histórias e leituras, ficou também a atenção ao que permanece: registos, arquivos e livros; monumentos erguidos com rigor e afecto, como foi dito. As fotografias aqui reunidas guardarão esse dia: uma homenagem serena, plural e grata, à altura de um homem que, na expressão de quem o conheceu, era probo e íntegro e que, para bem do país, ofereceu a todos, através do esforço de uma vida, uma obra que resistirá ao tempo.
José Luís Carneiro (que enviou uma mensagem) e Luís Parreirão, dirigentes nacionais do PS, só não compareceram por se ter reunido em Lisboa, à mesma hora, a Comissão Nacional do partido.
Ver na edição digital desta segunda-feira e na edição em papel do “Campeão” de quinta-feira, dia 29, a reportagem completa.
Fonte: Campeão das Províncias
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