Rosa Isabel Cruz, que assumiu a liderança concelhia do PS de Coimbra com a demissão de Carlos Cidade, renunciou também ao cargo devido a críticas feitas pelo seu antecessor.
“Como é do conhecimento público, e na sequência dos recentes acontecimentos, no seio do Partido Socialista de Coimbra (PS Coimbra), em particular a demissão do presidente da Comissão Política Concelhia (CPC), ao abrigo dos Estatutos do Partido Socialista, havendo vacatura do cargo de presidente da CPC, cabe automaticamente ao n.º 2 da lista apresentada a sufrágio (Rosa Isabel Cruz) a responsabilidade de assumir essas mesmas funções”, começa por referir a demissionária.
Para a tomada da sua decisão, Rosa Isabel Cruz justifica: “Na história recente do PS aconteceram situações semelhantes de vacatura estatutária, procedimentos esses que decorreram com total normalidade. Contudo, e tendo em consideração, a injustificada atitude política do presidente demissionário e a invocada quebra de confiança política exercida sobre os dirigentes do Secretariado da CPC, considero não estarem reunidas as condições para presidir a esta CPC”.
Recorde-se que Carlos Cidade demitiu-se da presidência da Comissão Política Concelhia de Coimbra do PS após não ter sido incluído na lista de candidatos a deputados, onde estava, numa primeira versão, em 5.º lugar.
“Os militantes visados pelo presidente demissionário nunca quiseram ocupar lugares indevidos e muito menos usufruir de hipotéticas vantagens eleitorais de qualquer tipo”, refere Rosa Isabel Cruz, que está na lista de candidatos a deputados, no 7.º lugar, assim como o jovem Ricardo Lino, em 6.º lugar.
“Não podemos reduzir a acção e o debate do PS a meras vontades que entendem um partido político como sendo o partido de um homem só. Estas práticas não estão na génese do PS, nem correspondem aos valores e princípios colectivos de um partido fundador da nossa Democracia”, considera Isabel Cruz.
“Assim, atendendo às insinuações vis feitas na praça pública, à ausência de diálogo demonstrada pelo presidente demissionário dentro do Secretariado da CPC e sem possibilidade de qualquer exercício de contraditório, entendo, obviamente, que mediante esta conjuntura política não devo assumir o cargo de presidente desta CPC” – anuncia.
Rosa Isabel Cruz entende que “haverá tempo para a devida clarificação política no seio do PS Coimbra, mas este não é o momento”.
“A verdade se fosse palpável seria argila porque se molda à vontade das mãos de cada artesão”, remata.
Fonte: Campeão das Províncias
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