COIMBRA,1 de Maio de 2026

Associação Académica de Coimbra quer jovem no Conselho de Estado

17 de Dezembro 2020 Rádio Regional do Centro: Associação Académica de Coimbra quer jovem no Conselho de Estado

A Associação Académica de Coimbra reuniu-se em Assembleia Magna, esta quarta-feira (16), na qual discutiu e aprovou um caderno de compromissos presidenciais proposto pela Direcção-Geral recém-eleita.

O documento, que será agora apresentado aos candidatos a Belém, intitulado “Presidência Interventiva”, é composto por oito compromissos estruturais para o mandato presidencial, onde se destaca um sistema de ensino superior universal e gratuito, a valorização da juventude, a acção climática e a oposição clara a qualquer revisão dos preceitos da Constituição da República Portuguesa.

Para a Associação Académica de Coimbra, um dos pontos fundamentais do documento é a valorização da juventude. “A valorização da juventude é o garante primordial de todo o sistema político-constitucional no futuro, motivando os jovens a não alhear-se dos seus direitos cívicos e políticos”, pode ler-se no caderno de compromissos.

“Para a AAC é fundamental a valorização da juventude no espaço político nacional. Por isso, pedimos ao próximo Presidente da República que considere um jovem, com menos de 30 anos, para integrar o Conselho de Estado”, apela João Assunção, presidente da Associação Académica de Coimbra.

O líder estudantil afirma, ainda, que “esta é a oportunidade para que os candidatos à Presidência da República se possam comprometer com as prioridades das gerações mais jovens e de intervirem na vida política nacional, ao longo dos próximos cinco anos, defendendo intransigentemente o nosso sistema democrático e o bem-estar futuro de toda a sociedade”.

Para o presidente da AAC, “este é o momento-chave para compreender quem é que está ao lado certo da história e quem prefere continuar a ignorar os problemas centrais da nossa sociedade. Queremos um Presidente da República que se oponha, de forma absoluta, uma revisão constitucional que ponha em causa os valores intransponíveis da nossa Lei Fundamental e que decrete o estado de emergência climática em Portugal, salvaguardando o futuro da nossa democracia e do nosso Planeta”.

Os estudantes de Coimbra concordaram, ainda, em excluir o candidato André Ventura de qualquer convite, acto político ou público da Associação Académica de Coimbra até às eleições presidenciais.

O presidente da AAC afirma que “a Academia de Coimbra não quer dialogar com quem se apresenta como opositor claro dos valores democráticos que regem a nossa sociedade, pelos quais a Associação Académica de Coimbra tanto lutou e sempre defendeu ao longo dos seus 133 anos de história. As divisões são insupríveis ao ponto de não haver diálogo possível”, rematou o líder estudantil.

Jornal Campeão das Províncias

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