COIMBRA, 10 de Abril de 2020

Sem-abrigo de Coimbra encaminhados para instituições

26 de Março 2020

Os sem-abrigo de Coimbra estão a ser encaminhados para instituições de acolhimento, através da Segurança Social, e monitorizados diariamente em relação à covid-19, confirmou, hoje (26), Jorge Alves, vereador da Câmara Municipal com o pelouro da Acção Social.

O Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo (NPISA) de Coimbra mantém no terreno as suas equipas, reforçadas por mais uma, agora criada pela autarquia, particularmente empenhadas em sensibilizar as pessoas sem-abrigo para a doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) e meios de evitar o contágio, disse hoje à agência Lusa Jorge Alves.

O NPISA envolve 17 entidades, desde instituições particulares de solidariedade social a hospitais e outros serviços de saúde ou o Instituto do Emprego, abrangendo as mais diversas áreas.

Trata-se de um trabalho que vai da intervenção na rua, com giros de dia e de noite, ao acolhimento, cedência de refeições confeccionadas, atendimento e apoio social, psicológico, jurídico e médico ou ao tratamento e aquisição de roupas, calçados e têxteis de lar, de bens alimentares e à higiene pessoal, enumera Jorge Alves, destacando que este trabalho continua a ser desenvolvido.

O Centro Municipal de Integração Social, na Baixa da cidade, que é um espaço de “cariz informal, simples e de partilha que procura responder às necessidades de pessoas que apresentam um elevado nível de vulnerabilidade e carência económica”, mantém-se em funcionamento sete dias por semana, salienta.

Até agora, não foi detectado nenhum caso de infecção pela covid-19 entre as cerca de 30 a 40 pessoas sem-abrigo de Coimbra, mas há uma “grande preocupação” com alguns casos de perturbações mentais, em relação aos quais a intervenção do NPISA está a ser feita em coordenação com o Serviço de Psiquiatria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, refere ainda o responsável.

Tem-se registado, por outro lado, um decréscimo de sem-abrigo em Coimbra, havendo casos de pessoas que regressaram às suas localidades de origem, pois as ruas da cidade são utilizadas por um número muito reduzidos de pessoas e estão praticamente desertas de turistas.

Além disso, nota ainda Jorge Alves, verifica-se que os sem-abrigo que continuam pelas ruas da cidade não têm sido insensíveis a recomendações como a de manterem um afastamento indispensável entre si, para evitarem o contágio.

Jornal Campeão das Províncias


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