A Associação Empresarial da Região de Coimbra (NERC) manifestou hoje (4) preocupação com a subida dos preços dos combustíveis e apelou ao Governo para adoptar medidas extraordinárias que reduzam o impacto sobre empresas e famílias.
A associação considera que a evolução dos preços representa já uma ameaça transversal à actividade económica, num contexto de valorização do petróleo e de pressão sobre os mercados energéticos.
“Estamos perante um problema económico transversal, com capacidade para afetar diretamente a competitividade das empresas, o rendimento das famílias e o funcionamento regular da economia nacional”, alertou a NERC.
Segundo esta associação empresarial, o aumento dos combustíveis tem reflexos nas deslocações dos trabalhadores, no transporte de mercadorias, na logística, nos transportes públicos e no preço final dos bens e serviços, com particular impacto no cabaz alimentar devido à dependência do transporte rodoviário.
A NERC alertou ainda para as consequências nas empresas dos sectores da indústria, construção, agricultura, transportes, logística, comércio e serviços, considerando que uma subida prolongada poderá reduzir margens, comprometer investimentos e, em situações mais graves, colocar em causa postos de trabalho e a continuidade de algumas actividades económicas.
Para a associação, “não é suficiente uma resposta assente exclusivamente em medidas pontuais ou de impacto reduzido”, defendendo uma intervenção urgente enquanto persistir a instabilidade dos preços.
Entre as medidas propostas estão uma redução significativa da carga fiscal sobre os combustíveis, apoios aos sectores mais expostos aos custos de transporte e energia, medidas para a mobilidade dos trabalhadores e soluções destinadas a evitar o agravamento dos custos logísticos e dos preços dos bens essenciais.
A associação defendeu ainda um diálogo permanente entre o Governo e as estruturas representativas das empresas, deixando um “alerta claro ao Governo: é necessário agir já”.
“A economia portuguesa não pode ficar à espera de que esta escalada se agrave para depois serem tomadas medidas”, concluiu a NERC.
Fonte: Campeão das Províncias
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