No próximo fim-de-semana, Coimbra vai sambar ao som do “verdadeiro Carnaval brasileiro”, recebendo no domingo (27), no Mercado do Calhabé, a segunda edição do Carnaval de Coimbra, que promete proporcionar um ambiente de alegria e muita festa.
Após um ano de interregno, o Carnaval de Coimbra, promovido pela União das Freguesias (UF) de Coimbra e organizado pela comunidade brasileira, vai contar com muita música e dança do país rei do Carnaval.
“Estamos a trazer, pela segunda, vez o carnaval verdadeiramente brasileiro para Coimbra”, começou por dizer João Abreu, produtor cultural na cidade e um dos membros organizadores, na apresentação do programa que decorreu esta manhã, no Mercado do Calhabé.
“A programação vai ter desde a música do Rio de Janeiro à música baiana. Vamos contar com a apresentação do Grupo do Beco, um grupo de samba da cidade, e o grupo de Axé, composto com músicos da Bahia. E além disso vamos contar com a apresentação do Bloco do Beco, que é uma pequena mostra de como funciona uma bateria de escola de samba no Brasil”, referiu.
As portas do Mercado do Calhabé vão abrir-se às 11h30, sendo que às 12h00 actua o primeiro grupo musical – Amamanus. Às 14h00 apresenta-se o Grupo do Beco que tem como convidados Alex Lima, Pedro e Mel, Luís Travassos e Joana Gonçalves. Pelas 18h00 é a vez da Bateria da Escola de Samba que irá desfilar pela rua circundante ao Mercado e, para terminar, às 19h00, decorre o Batuque Favela com o grupo Axé Bahia sendo que o Mercado encerrará apenas às 21h00.
Ao contrário da primeira edição, que decorreu em 2020 na Visconde da Luz, na Baixa de Coimbra, de forma gratuita, esta segunda edição é com ingresso obrigatório, sendo que agora o valor é de sete euros, aumentando o preço se comprado no próprio dia.
João Francisco Campos, presidente da União das Freguesias de Coimbra, afirmou que esta iniciativa, que implica um financiamento de cerca de dez mil euros, trata de trazer “um bocadinho do calor brasileiro”, ressalvando que é também uma forma de “voltar a viver uma vida social”, embora de forma gradual.
Esta iniciativa pretende também, segundo o presidente, “dar a conhecer o mercado do Calhabé”.
Já Robert Souza, também elemento da organização disse que outro intuito é “além de toda a parte musical e cultural, é ainda poder contribuir um pouco com a revitalização do mercado”.
Na primeira edição os números atingiram as cinco mil visitantes, no entanto, agora com o local fechado e com o preço de entrada, a organização espera alcançar 700 pessoas durante todo o dia de domingo.
No dia 26 vai decorrer, na Praça do Comércio, pelas 11h00, um ensaio aberto da bateria do Bloco do Beco e, pelas 15h00, decorrerá um cortejo que vai desde a Portagem ao Terreiro da Erva.
Fonte: Campeão das Províncias
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