Numa altura em que a seca severa atinge 32% do país, o Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) vai reunir, amanhã, a partir das 9h30, entidades gestoras da água, empresas tecnológicas, consultores e investigadores para apresentarem as soluções mais eficientes e realistas para a gestão hídrica e o combate à escassez de água.
O congresso “Urban Water Summit” vai mostrar como é que a Engenharia está a combater escassez de recursos hídricos em Portugal.
Autarcas, empresários, técnicos, consultores e investigadores irão apresentar os melhores produtos, serviços e práticas para promover uma utilização mais eficiente da água nos sectores urbano, agrícola e industrial.
“A Engenharia é a maior aliada de Portugal e da Europa no combate à seca e na gestão da água”, afirma Joaquim Sousa, professor coordenador do ISEC da área hidráulica e organizador do congresso.
O encontro sobre recursos hídricos é organizado pelo ISEC em parceria com a tecnológica Enso Origins e a empresa de consultoria Boldie. Serão debatidas questões relacionadas com perdas de água nos sistemas de abastecimento público, com afluências indevidas aos sistemas de saneamento e, também, com a eficiência energética dos dois tipos de sistemas.
“A Engenharia tem contribuído para a gestão de recursos hídricos através de sensores de detecção de fugas, softwares de gestão ou redes de comunicação”, afirma Joaquim Sousa. “Todos os projectos que serão apresentados neste encontro têm na sua base alguma área de Engenharia, seja Informática, Civil ou Electrotécnica. As engenharias têm permitido criar produtos e serviços que ajudam a combater a seca e promovem uma utilização mais eficiente da água tanto de utilização urbana, como agrícola e industrial”.
O “Urban Water Summit” abrirá com as intervenções de Mário Velindro, presidente do ISEC, Emílio Torrão, presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Pimenta Machado, vice-presidente do Conselho Directivo da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), e Nuno Campilho, vice-presidente da Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Águas (APDA).
“Quando se fala em eficiência hídrica, em sustentabilidade dos serviços de águas e em identificar oportunidades de melhorias mais adequadas, temos de pensar nos contributos decisivos que os engenheiros poderão dar, tendo em conta a evolução tecnológica e as investigações em curso nesta área nas instituições de ensino superior”, afirma Mário Velindro, presidente do ISEC.
O ciclo de conferências terminará com um debate entre Nuno Campilho, director Geral da ABMG, Alfeu Sá Marques, presidente do Conselho de Administração da Águas de Coimbra, Miguel Baptista, presidente da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, e Ricardo Grazina, director Regional Sul da Indaqua.
A última intervenção será de Nuno Campilho, vice-presidente da APDA. A iniciativa encerrará com uma sessão de networking que visa fomentar a troca de experiências e contactos.
Fonte: Campeão das Províncias
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