O Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique – ISCTEM, uma das mais consagradas escolas de ensino superior privado no sul de África, solicitou a cooperação do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra – ISEC para dar apoio aos docentes e aos estudantes da instituição moçambicana na sua adaptação às novas exigências digitais do ensino. A comitiva do ISCTEM (ver imagens em anexo) esteve em Coimbra para se inteirar dos mais recentes modelos pedagógicos utilizados pelo ISEC e para formalizar a parceria.
Inicialmente a colaboração entre as duas escolas será focada na pós- graduação em Sistemas Avançados de Gestão da Saúde, através da “capacitação e actualização – quer científica, quer pedagógica – dos docentes e dos alunos que frequentem o curso homólogo no ISCTEM”, afirma Mário Velindro, presidente do ISEC.
Com base na experiência da instituição no ensino à distância, o presidente defende que “este projecto deverá funcionar num modelo híbrido, com sessões online e aulas presenciais – organizadas com uma frequência trimestral – nas quais os estudantes do ISCTEM poderão conhecer de perto os do ISEC, assim como os métodos de ensino, instalações e laboratórios de investigação da escola”, em Coimbra.
O director geral do ISCTEM, Carvalho Madivate, demonstrou interesse na modernização do ensino da Engenharia em Moçambique. Segundo o director, o caminho deverá passar pela associação da escola ao ISEC por esta ser, em Coimbra, a instituição de referência no país “irmão” em matéria de investigação aplicada e de modelos pedagógicos.
O projecto conjunto surge no seguimento das conversações iniciadas há quatro anos – interrompidas pela pandemia da COVID-19 – das quais resultaram algumas antevisões de continuidade e alargamento da parceria – nomeadamente para o apoio à transição digital de outros graus académicos, como o de Técnico de Manutenção de Aeronaves ou a Iniciação à Informática, dirigida às escolas de ensino básico.
A missão incutida ao ISEC irá de encontro a um dos objectivos de Mário Velindro para a instituição: “Reforçar o ISEC dentro e fora de Portugal, já que, se esta parceria correr bem – como acreditamos que correrá – será depois mais fácil replicá-la, por exemplo, em Angola, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, países
onde existe a vantagem de falarmos a mesma língua e onde também se justifica uma colaboração para adaptar e actualizar o ensino”, concluiu.
Para o presidente do ISEC, “a oportunidade de renovar parcerias e desenvolver novos projectos com universidades internacionais – de países lusófonos – acarreta um potencial enorme de permuta de conhecimento científico e tecnológico, que contribuirá para uma constante ascensão da qualidade do ensino superior – quer o do ISEC como o dos seus parceiros!”.
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