A Figueira da Foz poderá vir a ligar-se a Coimbra através do sistema de transporte Metrobus, anunciou ontem (3) o presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, após uma reunião, na segunda-feira (30) com o ministro das Infra-estruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.
O autarca figueirense revelou que, no encontro com o governante, ficou garantido o desenvolvimento do projecto de ligação Metrobus entre a Figueira da Foz e Coimbra.
Segundo Pedro Santana Lopes trata-se de um projecto que deverá começar a ser trabalhado e desenvolvido desde já
Na reunião, o presidente da Câmara analisou também com o ministro a questão ferroviária, considerando, no entanto, que a electrificação e duplicação da linha para assegurar uma ligação rápida entre as duas cidades demoraria mais tempo e implicaria um investimento financeiro maior.
De acordo com o autarca, a solução em Metrobus representa 20% do investimento necessário para a electrificação da linha ferroviária e poderá ser executada num prazo significativamente inferior.
Pedro Santana Lopes adiantou, por isso, que será esta a solução a desenvolver, considerando que a actual ligação entre a Figueira da Foz e Coimbra não deve permanecer nas condições existentes.
O autarca salientou ainda que o projecto não poderá ter um prazo de execução semelhante ao do Metrobus instalado no antigo ramal da Lousã e referiu que o processo deverá articular-se com o projecto da linha ferroviária de alta velocidade, que atravessará a região de Coimbra.
O presidente da Câmara revelou também que o município tem um acordo com a CP para a cedência dos pavilhões das antigas oficinas, localizados à entrada da estação ferroviária da Figueira da Foz, actualmente em avançado estado de degradação, faltando apenas a assinatura do respectivo protocolo.
A autarquia pretende requalificar aquela zona, situada na entrada este da cidade e criar um espaço intermodal entre os transportes públicos ferroviário e rodoviário, que deverá incluir também uma área comercial.
Em Março, Pedro Santana Lopes tinha alertado para o estado de degradação daquele espaço, atribuindo responsabilidades à CP e admitindo avançar com um processo de demolição coerciva do edifício.
Fonte: Campeão das Províncias
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