COIMBRA,9 de Outubro de 2026

ESEUC assinala Dia Mundial dos Cuidados Paliativos no Mercado Municipal D. Pedro V

9 de Outubro 2026 Rádio Regional do Centro: ESEUC assinala Dia Mundial dos Cuidados Paliativos no Mercado Municipal D. Pedro V

Docentes e estudantes da Escola Superior de Enfermagem da Universidade de Coimbra (ESEUC) vão estar, durante a manhã deste sábado (10 de Outubro), no Mercado Municipal D. Pedro V, a partilhar informação e a esclarecer dúvidas sobre o valor dos cuidados paliativos na melhoria da qualidade de vida e no alívio do sofrimento das pessoas com doença grave e das respectivas famílias.

A iniciativa, no âmbito da celebração do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, em 2026 com o tema “Controlo da dor: uma parte essencial dos cuidados paliativos”, visa «chamar a atenção para a natureza multidimensional da dor física, psicológica, social e espiritual e para a importância do seu adequado controlo na promoção da qualidade de vida, dignidade e conforto da pessoa», afirma a professora da ESEUC, Andréa Marques. De acordo com diretora da Unidade Científico-Pedagógica (UCP) de Enfermagem Médico-Cirúrgica da ESEUC, que promove esta acção, pretende-se assim «aproximar os cuidados paliativos da comunidade, promover a literacia em saúde e contribuir para a desmistificação de algumas ideias ainda associadas a estes cuidados».

Segundo informação veiculada pela campanha internacional de 2026 do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos e Hospices, liderada pela Worldwide Hospice Palliative Care Alliance (WHPCA), «estima-se que, a cada ano, mais de 73 milhões de pessoas precisem de cuidados paliativos, incluindo cerca de 28 milhões em fase terminal, sendo que aproximadamente 75% dessa população vive em países de baixa e média renda», vulgo países em desenvolvimento. Todavia, «apenas cerca de 14% das pessoas que precisam desses cuidados conseguem, de facto, recebê-los», sendo que «mais de 80% dos pacientes com cancro encaminhados para cuidados paliativos precisem de tratamento para a dor». «Ninguém com uma condição que limita a vida deve viver e morrer com dor e sofrimento desnecessários devido à falta de acesso a cuidados de qualidade», defende a WHPCA.

Em Portugal, um pouco mais de 100 mil pessoas, 8 mil das quais em idade pediátrica, necessitam de cuidados paliativos.

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