Enfermeiros do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra exigiram hoje (15) o pagamento de retroactivos relativos à progressão na carreira e a reposição do acesso remoto à plataforma de gestão de horários, estando previstas duas acções judiciais colectivas já na próxima semana.
Segundo o coordenador da Direcção Regional de Coimbra do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Paulo Anacleto, cerca de 200 profissionais terão de receber valores relativos ao descongelamento das progressões da carreira referentes ao período entre 2018 e 2021.
O dirigente sindical sustentou que outras instituições já procederam ao pagamento, de forma voluntária ou na sequência de decisões judiciais, e referiu a existência de pronúncias favoráveis ao pagamento, incluindo do Tribunal Constitucional.
Perante a ausência de uma solução no IPO de Coimbra, Paulo Anacleto anunciou que o sindicato deverá interpor, na próxima semana, duas acções judiciais colectivas para reclamar os valores em causa.
Em resposta, o IPO de Coimbra afirmou, em comunicado, que cumpriu “integralmente o disposto no Decreto-Lei n.º 80-B/2022, de 28 de Novembro”, que determina que as valorizações remuneratórias abrangidas pelo diploma produzem efeitos desde 1 de Janeiro de 2022.
Quanto aos retroactivos, que a instituição enquadra no período entre 2018 e 2022, o IPO revelou ter solicitado esclarecimentos à tutela sobre a possibilidade do respectivo pagamento.
“A instituição actuará em conformidade com as orientações que venham a ser emitidss pelas entidades competentes”, referiu.
Enfermeiros exigem reposição do acesso remoto aos horários
Os enfermeiros reivindicam igualmente a reposição do acesso externo à aplicação GH RISI, utilizada para consultar horários, pedir trocas de turnos, marcar férias e verificar saldos de horas.
Segundo Paulo Anacleto, o acesso remoto está indisponível desde Março, obrigando os profissionais a deslocarem-se às instalações do IPO, incluindo em dias de descanso, para consultar o sistema interno.
Sobre esta questão, a administração explicou que a disponibilização do acesso exterior depende de soluções técnicas que envolvem outras entidades.
“Trata-se de uma questão técnica, externa ao IPO de Coimbra, que está em resolução e que se espera seja ultrapassada brevemente”, afirmou a instituição.
O SEP prevê entregar hoje ao conselho de administração do IPO de Coimbra um abaixo-assinado com mais de 200 assinaturas, no qual apresenta estas e outras reivindicações dos profissionais de enfermagem.
Campeão das Províncias com Lusa
Fonte: Campeão das Províncias
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