O Movimento Cidadãos por Coimbra (CpC) considera a anunciada localização da nova Maternidade nos HUC uma “decisão errada, numa lógica sucessivamente acumulada de hipercentro hospitalar, com graves consequências para a cidade”.
“Quem agora consuma esta decisão e se associa ao seu anúncio, naquilo que, saliente-se, o presidente da Câmara denominou de ‘parceria estratégica’, fica responsável por dar resposta eficiente aos gravíssimos problemas urbanos que ela acarreta”, considera o CpC.
O CpC refere que “sempre se pronunciou pela urgência da construção da nova Maternidade. Fê-lo, há mais de três anos, através de petição pública, num tempo em que era ainda possível associá-la ao reequilíbrio da rede hospitalar e à revalorização do Hospital dos Covões”. “Essa urgência agravou-se muito e é, no mínimo, lamentável que não tenham sido anunciadas as medidas de emergência para os três anos em que as actuais maternidades terão que continuar a assegurar as respostas às grávidas e aos recém-nascidos”, considera.
Para o CpC, “há muito que a decisão está tomada e agora não se pode esperar mais”. Contudo, o movimento, que tem Jorge Gouveia Monteiro como coordenador, exprime “o seu profundo desagrado pela forma pouco transparente que rodeou todo o processo de planeamento e decisão”, acrescentando que se “baterá para que esta seja a última grande obra pública em que a população de Coimbra e os seus representantes não são ouvidos nem respeitados”.
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