O director do Museu Nacional de Conímbriga, em Condeixa-a-Nova, justificou perda de visitantes com o índice de conforto desactualizado, salientando a importância das obras projectadas.
“Atribuo [a perda de visitantes] ao facto de não termos um índice de conforto actualizado tanto na ruína, como no museu. Toda a gente nos reporta isso”, afirmou Vítor Dias.
Segundo os dados da Museus e Monumentos de Portugal (MMP), revelados na semana passada, o Museu Nacional de Conímbriga recebeu no ano passado 86.590 visitantes, comparado com os 135.688 de 2024.
“A nossa visita em dias de calor não tem sombras, se for um público sénior mais difícil se torna. Temos consciência que a nossa sinalética também tem que ser actualizada, e vai sê-lo”, referiu o director aos jornalistas, à margem da apresentação do Conímbriga Forum Jazz Fest.
Vítor Dias considerou que “é surpreendente o museu continuar a ter o número de visitantes que tem”, referindo que o espaço “não tem investimento estruturado desde 1985″ e, nos últimos quatro anos, foi “o museu mais visitado a norte de Lisboa” e continua “a ser o mais visitado a norte de Peniche”.
O director disse acreditar que, com as obras projectadas, a situação possa ser amenizada “nos próximos dois anos”, apontando a possibilidade de executar algumas obras no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
“Em relação ao PRR, temos para já um investimento em wi-fi, um investimento na consolidação, conservação e restauro da muralha do Alto Império, a muralha sector F, e – ainda estamos a ver se é possível ou não, a tramitação não é nossa – está a decorrer um concurso para o extremo poente da muralha”, salientou.
O somatório do valor destas intervenções “está perto de 1,5 milhões de euros, que é mais ou menos idêntico ao do mecenato cultural”, explicou.
Segundo o responsável, além do PRR, o Museu tem a possibilidade de ter “mecenato cultural que vai permitir ter novas vedações, nova iluminação e melhoria da acessibilidade física e intelectual na ruína, com sombras e também com mobiliário urbano novo”.
“Acredito que isso pode ser executado, não garantidamente este ano, mas no próximo ano e que isso possa servir para inverter este ano, que foi menos bom”, concluiu.
Fonte: Campeão das Províncias
Todos os direitos reservados Grupo Media Centro
Rua Adriano Lucas, 216 - Fracção D Eiras - Coimbra 3020-430 Coimbra
Powered by Digital RM