COIMBRA,5 de Maio de 2026

Coimbra quer transformar Estação Nova num “grande” centro de desenvolvimento

22 de Fevereiro 2022 Rádio Regional do Centro: Coimbra quer transformar Estação Nova num “grande” centro de desenvolvimento

O presidente da Câmara de Coimbra pretende transformar a Estação Nova da CP, na cidade, num grande centro de desenvolvimento, após a sua desactivação no âmbito do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM).

“Coimbra vai ter a oportunidade de fazer daquele espaço um grande centro de desenvolvimento, por exemplo uma incubadora de empresas e um grande espaço de lazer, cultura e restauração, com fruição directa do rio Mondego, atraindo pessoas para a Baixa, não apenas num movimento de passagem, mas de vivência e usufruto de toda a zona”, frisou José Manuel Silva, numa intervenção, esta segunda-feira, no início da sessão de Câmara.

Após a reunião, o autarca disse aos jornalistas que “está tudo em aberto” para aquele espaço e salientou que o processo do SMM é “irreversível e não pode ser parado”.

O SMM consiste na implementação de um MetroBus, utilizando veículos eléctricos a bateria, que irão operar no antigo ramal ferroviário da Lousã e na área urbana de Coimbra, ligando esta cidade a Serpins, no concelho da Lousã, com passagem em Miranda do Corvo.

Segundo José Manuel Silva, “a IP teve a gentileza de oferecer o edifício da Estação Nova à cidade, que fará dele o que entender”. “Para já, não temos nenhuma ideia preconcebida e estamos abertos a toda a discussão pública que se possa gerar e a todas as propostas”, disse o autarca.

No entanto, o edifício, inaugurado em 1931, classificado como de interesse público, “terá uma missão adequada à sua arquitectura e história, mas gostaríamos que fosse parcialmente utilizado para usufruir e beneficiar da proximidade ao rio Mondego e que atraia pessoas àquela zona”.

O autarca desmentiu “repetidas referências” a alegados interesses imobiliários da IP entre a Estação Nova e o Açude-Ponte, no actual canal ferroviário de ligação à Estação Velha, que vai ser desmantelado com a entrada em funcionamento do SMM.

“Há apenas um terreno da IP com capacidade construtiva e, também referente a este terreno, a IP tem tido uma postura irrepreensível no diálogo com a Câmara de Coimbra”, sublinhou.

O presidente da autarquia disse que a empresa pública “aguarda as decisões da Câmara relativamente ao que pretende para aquele espaço, antes sequer de apresentar um Pedido de Informação Prévio (PIP)”.

“Não pretende usar toda a capacidade construtiva prevista no PDM, disponibilizando-se para proporcionar à cidade um conjunto edificado de grande qualidade estética e funcional, devidamente integrado na frente urbana ribeirinha e, por isso, está a desenvolver todo o procedimento em consenso com a Câmara”, acrescentou.

Fonte: Campeão das Províncias

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