Manuel Bastos de Matos, ex-capitão do Movimento das Forças Armadas (MFA), morreu, esta sexta-feira, em Coimbra, vítima da covid-19.
Depois de ter sido militar, dedicou-se à advocacia.
Enquanto militar, Bastos de Matos esteve ligado ao ‘Grupo dos Nove” (tendência moderada do MFA).
Para Odete Isabel, eleita em 1976 para presidir à Câmara Municipal da Mealhada, tratava-se de um homem “sem medo de ir à luta na defesa dos ideais de Abril” [de 1974].
Farmacêutica e antiga autarca, Odete Isabel guarda do extinto a imagem de uma pessoa discreta e sagaz.
Teresa Alegre, ex-deputada à Assembleia da República (eleita pelo PS), alude ao antigo ‘capitão de Abril’ como um “homem de convicções e que sabia bater-se pelas suas ideias e pelos seus ideais”.
Tratava-se de um “pedaço da memória viva” da ‘revolução dos cravos’, sintetiza o advogado Rodrigo Santiago.
Luís Marinho, presidente da Assembleia Municipal de Coimbra, define Bastos de Matos como “militar corajoso e lúcido, que nunca negou o seu apreço pelo PS”, tendo sido amigo de vários co-fundadores do partido.
Para Marinho, autarca e ex-vice-presidente do Parlamento Europeu, Manuel de Matos era “garantia de segurança” para o Partido Socialista no ‘Verão quente’ de 1975.
“Estava sempre presente nas horas difíceis para o PS, e foram muitas”, alega Luís Marinho.
O falecido possuía o grau 33 da Maçonaria.
Rui Avelar
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