Os directores dos agrupamentos escolares de Cantanhede consideram que o encerramento de escolas se justifica, tendo em conta o estado em que se encontra o país, ainda que a situação epidemiológica dos estabelecimentos do concelho não chegue a ser preocupante.
Este era um dos pontos da agenda da reunião convocada pelo Executivo camarário cantanhedense para avaliar a pertinência de, eventualmente, serem efectuadas diligências junto do Governo tendo em vista a suspensão da actividade lectiva presencial nos estabelecimentos de ensino do concelho, diligências essas que entretanto deixam de fazer sentido perante a decisão desta quinta-feira (21) do Conselho de Ministros de encerrar as universidades e as escolas de todos os níveis de ensino.
A posição dos directores dos agrupamentos de escolas Lima de Faria, Marquês de Marialva e Gândara Mar, respectivamente José Soares, Fátima Simões e João Gomes, e dos diretores da ETPC – Escola Técnico-Profissional de Cantanhede e da Academia Pedro Teixeira, Carlos Sousa e António José Negrão, foi corroborada por todos os restantes participantes na reunião, designadamente a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, o vice presidente da autarquia, Pedro Cardoso, os vereadores Adérito Machado e Célia Simões, a delegada de Saúde, Rosa Monteiro, e elementos da Comissão Municipal de Protecção Civil, entre os quais o comandante operacional, Hugo Oliveira.
Durante o encontro, os directores escolares entendem haver desde já condições para o desenvolvimento do ensino à distância caso tivesse sido essa a opção do Governo, tendo sido previsto o apoio imediato da Câmara Municipal e das escolas aos alunos que não dispõem de recursos para aceder às plataformas digitais, o será efectivado se tal opção vier a ser adoptada. Entretanto, a autarquia e os estabelecimentos de ensino vão assegurar refeições às crianças e jovens de agregados familiares em situação de carência económica, quer durante o período de interrupção decretado pelo conselho de ministros, quer durante a actividade lectiva logo que ela seja retomada.
Da reunião saiu reforçada a ideia de que é fundamental prosseguir com a estratégia delineada conjuntamente por aquelas entidades e pela delegada de Saúde logo no início do ano lectivo, para se ter um conhecimento tão completo quanto possível da situação epidemiológica e reforçar a concertação de esforços nas acções em curso ou a desencadear no âmbito do combate à pandemia. Segundo a opinião unânime dos participantes, os canais de comunicação directos e permanentes foram a chave para que nas escolas tivesse havido uma sinalização precoce e constante que permitiu cortar atempadamente as cadeias de transmissão, no âmbito da forte mobilização colectiva em torno deste objectivo comum.
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