COIMBRA,20 de Outubro de 2021

Associação aborda perspectivas sobre Insuficiência Cardíaca

25 de Setembro 2021 Rádio Regional do Centro: Associação aborda perspectivas sobre Insuficiência Cardíaca

A Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca (AADIC) promove, no próximo dia 28, pelas 21h00, uma sessão online subordinada ao tema “Insuficiência Cardíaca: Perspectivas 2021-2022”.

A sessão tem transmissão exclusiva no Facebook e Site da AADIC, e conta com as presenças de Lino Gonçalves, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), Nuno Lousada, membro do Conselho de Administração da Fundação Portuguesa de Cardiologia e Luís Filipe Pereira, presidente da AADIC.  A moderação da sessão está a cargo de Maria José Rebocho, cardiologista e membro do conselho técnico-científico da AADIC.

“Desafios da insuficiência cardíaca no século XXI”, “Prevenir e cuidar para não remediar” e “O ponto de vista da AADIC” são os temas que vão ser abordados neste webinar. No final da sessão online, os doentes e cuidadores na assistência serão convidados a partilhar dúvidas e pontos de vista com os oradores.

Lino Gonçalves refere que a curto prazo “vão ser retomados alguns projectos que a SPC não conseguiu concretizar por causa da pandemia, como exemplo o projecto Porthos, um estudo de grande dimensão que pretende avaliar a prevalência real e caracterizar clinicamente a insuficiência cardíaca em Portugal”.

Efectivamente, o último estudo de prevalência realizou-se há mais de 20 anos e a comunidade médica tem baseado o desenvolvimento do seu trabalho em projecções feitas no início do século. Na época, estimou-se que possam existir 400 mil portugueses com insuficiência cardíaca, com a perspectiva deste número vir a sofrer um aumento de 30 por cento até 2034.

“A aposta em projectos para aumentar a literacia em saúde na população mais jovem e o reforço do Centro Nacional de Coleção de Dados em Cardiologia, da SPC, são outras das nossas prioridades”, salienta o presidente da SPC.

Nuno Lousada, membro do Conselho de Administração da Fundação Portuguesa de Cardiologia, destaca que “a insuficiência cardíaca é uma doença que ameaça a vida das pessoas, com uma taxa de sobrevivência que continua baixa e com uma prevalência a aumentar (em consequência do aumento da esperança de vida devido a melhores cuidados médicos e sanitários). A terapêutica actual, com melhores medicamentos e aparelhos, tem melhorado a sobrevida e a qualidade de vida dos doentes, mas implica a toma de um número significativo de medicamentos e de cuidados específicos para manter a eficácia de diversos equipamentos implantados”.

E acrescenta, “o doente com insuficiência cardíaca tem que saber cuidar-se, controlando vários sintomas clínicos como a dispneia e edemas, avaliando regularmente sinais como o peso e a tensão arterial, sendo cuidadoso com a dieta e mantendo-se activo. É um paciente, em geral, com idade avançada, e que precisa do apoio de uma equipa de saúde dedicada e dos cuidados de familiares ou amigos. Só assim, cuidando-se, vai prevenir a doença e o avanço das complicações, evitando as situações clínicas que já não se conseguem remediar com eficácia”.

Jornal Campeão das Províncias

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