COIMBRA,16 de Junho de 2021

Aeródromo de Coimbra com veículo de combate a incêndios em aeronaves

8 de Junho 2021 Rádio Regional do Centro: Aeródromo de Coimbra com veículo de combate a incêndios em aeronaves

A Câmara Municipal de Coimbra (CMC) adquiriu um veículo de resgate e combate a incêndios em aeronaves para reforçar a operacionalidade do Aeródromo Municipal Bissaya Barreto.

Este é um investimento de cerca de 50 mil euros que permitiu adquirir um veículo usado, equipado com canhão comandado dentro da cabine e dois tanques – um para água e outro para espumífero -, reforçando assim a capacidade de resposta e segurança operacional no aeródromo municipal que passa a dispor de uma resposta rápida e eficaz no combate a incêndios em aeronaves. O veículo permite combater incêndios a uma distância de 75 metros.

O resgate e combate a incêndios em aeronaves envolve uma resposta de emergência, mitigação, evacuação e resgaste de passageiros e tripulantes de aeronaves envolvidos em acidentes e incidentes de viação. Uma operação que deve ser efectuada com o suporte de um veículo de resgate e combate a incêndios a aeronaves, motivo que levou a CMC a adquirir o veículo para o Aeródromo Municipal Bissaya Barreto. Trata-se de uma viatura usada, a gasóleo, com 47 mil quilómetros, de fabrico francês, marca SIDES, com motor Mercedes Benz, potência 750 cv e 21.930 cm3 de cilindrada.

O veículo está equipado com monitor/canhão comandado dentro da cabine (com alcance de projecção de 75 metros), dois tambores com mangueiras semirrígidas de 45mm e torre de iluminação. Isto é, o veículo permite combater incêndios em aeronaves a uma distância de 75 metros e em aproximação. O tanque de água tem capacidade para 14 mil litros e o tanque de espumífero para dois mil litros.

Recorde-se que o Aeródromo Municipal Bissaya Barreto foi certificado até 30 de Junho de 2025 pela Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC). A CMC tem realizado vários investimentos na manutenção e melhoramento desta infraestrutura municipal, assumindo que este é prioritário para permitir, designadamente, que esta infraestrutura aeroportuária acolha, em permanência, meios aéreos que integram o DECIR2021, ao serviço da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), e que vão operar a partir de Coimbra para toda a região. Este ano, o dispositivo é composto, mais uma vez, por um helicóptero ligeiro, à semelhança dos anos anteriores e, pelo segundo ano consecutivo, dois aviões anfíbios médios, que reforçam assim os meios de combate a incêndios na região.

A Câmara de Coimbra refere que investe anualmente cerca de 300 mil euros nesta infraestrutura, a que acrescem os investimentos desencadeados nos últimos anos, como as operações de desobstrução e de limpeza das faixas de segurança da pista e a requalificação da vedação, que foi instalada na totalidade da delimitação do perímetro e que era aguardada desde 2003, sendo este um ponto fundamental no que respeita à segurança das operações e que representou um investimento superior a 116 mil euros.

No último ano, a autarquia procedeu também à repintura da totalidade do Aeródromo (pista, taxyway e placa de estacionamento), num investimento superior a 32 mil euros; adquiriu equipamentos electrónicos, dotando assim o Aeródromo de material de ponta, em conformidade com os requisitos regulamentares da União Europeia, nomeadamente os estabelecido no programa do “Céu Único Europeu”, num investimento superior a 33 mil euros; e contratou um serviço para determinação do ACN/PCN (Aircraft Classification Number – número de classificação da aeronave e Pavement Classificatio Number – número de classificação do pavimento), destinado a proporcionar uma forma de reporte da capacidade de carga dos pavimentos, para que os operadores possam aferir da possibilidade de operação das aeronaves, bem como do regime de operação em sobrecarga, num investimento superior a 6 000 euros. Este investimento permite que esta infraestrutura aeroportuária fique habilitada regularmente a receber aeronaves com massa superior a 5 700 kg, colocando-o em igualdade com a maioria dos aeródromos nacionais da rede secundária.

Outros investimentos já tinham sido desencadeados para fazer face à destruição causada pela passagem do Furacão Leslie e pelo desinvestimento a que o Aeródromo foi sujeito durante a primeira década deste século. Nomeadamente, a aquisição de uma manga de vento, que chegou de Inglaterra, com as características específicas exigidas pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) e que representou um investimento de cerca de 8 000 euros. O próximo passo será a elaboração de um projecto para a requalificação do edifício e torre de controlo.

O Aeródromo Municipal Bissaya Barreto tem também atraído investimento privado. Em breve vai acolher um centro de paraquedismo da empresa Skydive Portugal, a título experimental. Uma empresa que actualmente opera em Évora e que pretende expandir a sua actividade para o centro/norte do país e elegeu a cidade de Coimbra e o seu aeródromo municipal para realizar essa expansão.

Recentemente, a autarquia aprovou também a utilização da pista do Aeródromo pela empresa OREYEON, Lda., uma jovem startup de Coimbra, para testar uma solução tecnológica inovadora, na área da segurança aeronáutica, que realiza a inspecção e manutenção preventiva de pistas de aeroportos. A empresa vai disponibilizar o produto para utilização no Aeródromo Municipal durante um ano, assim que este seja comercializado.

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