COIMBRA,4 de Setembro de 2026

NERC exige medidas extraordinárias do Governo face à subida dos combustíveis

4 de Setembro 2026 Rádio Regional do Centro: NERC exige medidas extraordinárias do Governo face à subida dos combustíveis

A Associação Empresarial da Região de Coimbra (NERC) manifestou hoje (4) preocupação com a subida dos preços dos combustíveis e apelou ao Governo para adoptar medidas extraordinárias que reduzam o impacto sobre empresas e famílias. 

A associação considera que a evolução dos preços representa já uma ameaça transversal à actividade económica, num contexto de valorização do petróleo e de pressão sobre os mercados energéticos. 

“Estamos perante um problema económico transversal, com capacidade para afetar diretamente a competitividade das empresas, o rendimento das famílias e o funcionamento regular da economia nacional”, alertou a NERC. 

Segundo esta associação empresarial, o aumento dos combustíveis tem reflexos nas deslocações dos trabalhadores, no transporte de mercadorias, na logística, nos transportes públicos e no preço final dos bens e serviços, com particular impacto no cabaz alimentar devido à dependência do transporte rodoviário. 

A NERC alertou ainda para as consequências nas empresas dos sectores da indústria, construção, agricultura, transportes, logística, comércio e serviços, considerando que uma subida prolongada poderá reduzir margens, comprometer investimentos e, em situações mais graves, colocar em causa postos de trabalho e a continuidade de algumas actividades económicas. 

Para a associação, “não é suficiente uma resposta assente exclusivamente em medidas pontuais ou de impacto reduzido”, defendendo uma intervenção urgente enquanto persistir a instabilidade dos preços. 

Entre as medidas propostas estão uma redução significativa da carga fiscal sobre os combustíveis, apoios aos sectores mais expostos aos custos de transporte e energia, medidas para a mobilidade dos trabalhadores e soluções destinadas a evitar o agravamento dos custos logísticos e dos preços dos bens essenciais. 

A associação defendeu ainda um diálogo permanente entre o Governo e as estruturas representativas das empresas, deixando um “alerta claro ao Governo: é necessário agir já”. 

“A economia portuguesa não pode ficar à espera de que esta escalada se agrave para depois serem tomadas medidas”, concluiu a NERC.

Fonte: Campeão das Províncias

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