O Clube de Futebol Santa Clara assinalou na quarta-feira (26) 103 anos de existência, destacando o percurso eclético da colectividade, que ao longo de mais de um século contou com centenas de atletas em 18 modalidades e chegou a estar representada nos Jogos Olímpicos.
Fundado em 1923, o clube nasceu na margem esquerda de Coimbra e consolidou ao longo das décadas uma ligação à cidade e, em particular, às comunidades daquela zona do Mondego.
Numa mensagem divulgada a propósito do aniversário, o CF Santa Clara destacou que a sua história ultrapassa os resultados desportivos, tendo sido construída por diferentes gerações de atletas, dirigentes, associados, voluntários e famílias.
O ecletismo é apontado como uma das principais características da identidade do clube, que contou, ao longo da sua história com atletismo, futebol, futsal, andebol, natação, voleibol, basquetebol, ténis de mesa, bilhar, ginástica, ciclismo, pesca desportiva, columbofilia, sueca e malha, judo, karatá shutokai, taekwondo e aikido.
Entre os momentos mais relevantes da história desportiva do clube está a participação de dois dos seus atletas nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976. Aniceto Simões alcançou o oitavo lugar nos 5 000 metros, enquanto José Carvalho terminou na quinta posição nos 400 metros barreiras, depois de já ter participado nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972.
No comunicado alusivo aos 103 anos, o clube salientou também a importância da sua vertente formativa e social, considerando que a dimensão de uma colectividade não se mede apenas através de medalhas, títulos ou classificações, mas também pela capacidade de “formar pessoas, criar oportunidades, aproximar famílias e dar aos jovens um espaço onde possam crescer através do desporto”.
O CF Santa Clara agradeceu ainda o contributo prestado ao longo das décadas por associados, atletas, famílias, treinadores, dirigentes, seccionistas, voluntários, parceiros, instituições e empresas.
“É um clube que pertence às pessoas. Um espaço de encontro, de participação, de formação e de cidadania. Um património colectivo que importa preservar, valorizar e projectar para o futuro”, frisou, acrescentando que “103 anos depois, honramos quem nos antecedeu. Celebramos quem hoje constrói o clube. E acreditamos em quem continuará esta história amanhã.”.
Fonte: Campeão das Províncias
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