A maioria das obras de reposição dos diques e de reforço da segurança do Baixo Mondego deverá estar concluída até meados de Outubro, antes do início do período de chuvas, assegurou a ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, explicando que algumas intervenções já estão concluídas e que as restantes deverão ficar prontas até àquela data, reforçando a protecção da região e a segurança de pessoas, animais e bens.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro e Maria da Graça Carvalho deslocaram-se hoje ao concelho de Montemor-o-Velho para visitarem obras de recuperação de diques afectados pelas tempestades de Janeiro e Fevereiro deste ano.
A intervenção, que representa um investimento de 2,3 milhões de euros, abrange 750 metros do Leito Periférico Direito, além de trabalhos no Leito Abandonado e na travessia de Lavariz. Esta obra integra um conjunto de intervenções no sistema de defesa do Baixo Mondego, com um investimento global de 13,3 milhões de euros, directamente gerido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), abrangendo os concelhos de Coimbra, Montemor-o-Velho e Soure, bem como o rio Arunca.
Paralelamente, os municípios de Coimbra, Montemor-o-Velho e Soure receberam contractos-programa no valor de 3,7 milhões de euros cada, integralmente financiados, para a realização de intervenções mais localizadas nos respectivos territórios. Já os municípios da Figueira da Foz e de Pombal receberam cerca de dois milhões de euros cada, tendo em conta que os danos provocados pelas intempéries foram inferiores aos registados nos restantes concelhos abrangidos pelo programa.
Segundo Maria da Graça Carvalho, o investimento total na recuperação e reforço da segurança do Baixo Mondego ronda os 30 milhões de euros, com o objectivo de garantir que a região esteja mais bem preparada para enfrentar o próximo período de chuvas. A ministra destacou a rapidez com que algumas das intervenções foram executadas, dando como exemplo a recuperação do dique principal dos Casais e do canal condutor, com 17 quilómetros, que permitiu assegurar atempadamente as condições necessárias à actividade agrícola. A governante atribuiu parte da rapidez do processo ao decreto-lei aprovado pelo governo para simplificar procedimentos administrativos associados às intervenções.
A ministra destacou ainda o trabalho desenvolvido pela APA e a colaboração dos municípios, agricultores, indústria e empresas de construção envolvidos na recuperação das infra-estruturas de defesa do território.
Questionada sobre a situação da povoação de Ereira, que pode ficar isolada devido à confluência dos rios Arunca e Anços com o Mondego, Maria da Graça Carvalho assegurou que as obras em curso vão contribuir para melhorar a protecção da localidade. A governante admitiu, contudo, que permanece por definir a solução para o sistema de bombas de drenagem, estando actualmente a ser estudada a melhor opção. Para a ministra, esta questão não é considerada essencial para a protecção da povoação, mas deverá também ser resolvida.
Relativamente aos agricultores que continuam a aguardar apoios na sequência dos danos provocados pelas intempéries, a ministra do Ambiente e da Energia revelou que foi solicitada uma reunião com os ministros da Agricultura e da Economia, que deverá ser marcada com brevidade.
Fonte: Campeão das Províncias
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