O vento que se fez sentir de madrugada destruiu várias aeronaves e o hangar da empresa de manutenção do Aeródromo Municipal Bissaya Barreto, em Coimbra, causando prejuízos superiores a um milhão de euros, revelou hoje o director António Ferreira.
“Estamos em fase de avaliação de danos, mas muito por alto, os prejuízos são muito provavelmente na ordem de um milhão de euros ou mais”, destacou o director do Aeródromo Municipal Bissaya Barreto.
De acordo com António Ferreira, foram registados danos acentuados em sete a nove aeronaves, ficando algumas delas irrecuperáveis.
“Temos o sistema de indicador de ventos que está partido, a estação meteorológica aeronáutica partida e o dano maior é no hangar da empresa de manutenção, a IAC – Indústrias Aeronáuticas de Coimbra”, descreveu.
O hangar ficou sem a cobertura e o portão de entrada acabou também ele por voar, causando danos nas aeronaves que ali estavam alojadas.
Na cidade de Coimbra, o vento levantou parte da cobertura do Mercado Municipal D. Pedro V, que depois de vincar e quebrar, acabou por voltar ao sítio, embora exija reparação.
A água entrou no edifício e atingiu as bancas de frutas e legumes, mas não afastou os comerciantes, que decidiram continuar a trabalhar.
Clarinda Fonseca, que trabalha há cerca de 36 anos por sua conta no Mercado Municipal, chegou um pouco mais tarde do que o habitual, porque encontrou algumas dificuldades na estrada, mas encontrou o espaço “limpo e pouco molhado”.
“Não me apanhou a banca e decidi trabalhar”, referiu, indicado que a banca mais afectada foi a da Mariazinha do Caldo-Verde, que ainda assim conseguiu vender tudo o que tinha trazido.
O mau tempo levou também ao encerramento do Parque do Portugal dos Pequenitos, para reposição dos estragos causados e avaliação das essenciais condições de segurança do edificado e património arbóreo.
“O Parque lamenta o incómodo causado e agradece a compreensão de todos os visitantes, assegurando que está a trabalhar para reabrir o espaço o mais breve possível”, esclareceu em nota de imprensa.
A passagem da depressão Kristin pelo território português provocou dois mortos e vários desalojados, com a Proteção Civil a registar mais de 2.600 ocorrências durante a madrugada e manhã de hoje.
Quedas de árvores e de estruturas foram as principais ocorrências, que afetaram sobretudo os distritos de Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.
Vento, chuva, neve e agitação marítima têm motivado o corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, bem como o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.
A Protecção Civil está em estado de prontidão especial para nível 4, o máximo, em toda a orla costeira entre Viana do Castelo e Setúbal, e há avisos meteorológicos vermelhos (nível mais grave) em toda a costa do continente.
Fonte: Campeão das Províncias
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