A Critical Software, empresa sediada em Coimbra, recebeu, no final de Outubro, nos seus escritórios, incluindo o de Lisboa, os primeiros funcionários com perturbações do espectro do autismo (PEA).
A tecnológica portuguesa já tinha anunciado que iria lançar um Programa de Neurodiversidade de forma a atrair novos talentos. Desta forma, tem em formação, durante cinco semanas, oitos funcionários, todos homens, que integram equipas que desenvolvem sistemas críticos de segurança para a aeronáutica, comunicações, defesa, espaço e automóvel.
O Programa reuniu 70 candidaturas e devido ao seu sucesso a Critical Software pretende, já no próximo ano, trazer novamente a iniciativa e com mais objectivos, nomeadamente integrar mais 25 pessoas.
O Programa de Neurodiversidade da Critical Software é o primeiro projecto em Portugal da Specialisterne, empresa dinamarquesa especialista a nível mundial na capacitação de pessoas com PEA no mercado tecnológico, para desenvolver a selecção, formação e integração dos novos talentos na empresa.
“Na Critical Software procuramos pessoas com diferentes perfis, experiências de vida e competências e foi esse o mote que nos levou a alargar o formato do nosso processo de recrutamento para pessoas neurodiversas. A criatividade e a capacidade de orientação ao detalhe, foco e motivação para realizar tarefas processuais são uma mais-valia em áreas como a programação e IT. Assim, este programa visa contribuir para aumentar a produtividade e eficiência da empresa, bem como fortalecer os actuais colaboradores, preparando-os para melhor comunicar, pensar e desenvolver projectos, integrando diferentes formas de pensar e de aplicar o conhecimento. Tornar-se-ão, portanto, mais fortes para lidar com as diferenças”, explica João Carreira, director Executivo e responsável pelo Programa de Neurodiversidade da Critical Software.
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