O movimento associativo nacional “Académicas.” composto pelas associações académicas das Universidades de Aveiro, Algarve, Beira Interior, Coimbra, Évora, Minho e Trás-os-Montes e Alto Douro, reuniu-se, ontem (03), com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em Belém.
Este encontro serviu para que os estudantes pudessem “apresentar aquilo que consideram ser as preocupações e reformas fundamentais para o ensino superior e para o país”, referem.
“O movimento acredita que a aposta no ensino superior é fundamental para o sucesso do país e que grande parte da resposta está nas universidades descentralizadas. Não sendo Portugal um país geograficamente extenso, vive, ainda assim, muitas assimetrias”, notam os estudantes, sublinhando que, “desta forma, acreditam que uma parte significativa da aplicação dos fundos de resposta à crise deve apoiar o ensino superior, sendo capaz de potenciar a descentralização e fortalecer um território mais capaz no seu todo”.
Assim, o “Académicas” foi até Belém apelar ao Presidente da República que “coloque o ensino superior na agenda para que o futuro de Portugal não esteja comprometido”.
De entre os vários temas discutidos, destacam-se a necessidade de directrizes por parte da Direcção Geral de Saúde, para o bom funcionamento do próximo ano lectivo nas universidades; a necessidade de investimento no Ensino e na Educação, que permitam às universidades reformular as suas infraestruturas, métodos pedagógicos e evoluir na formação e apoio aos seus docentes. Para além disso, foram ainda focados temas como as dificuldades com a Acção Social e o abandono escolar, nomeadamente, “a falta de resultados relativamente ao plano de alojamento estudantil, que sendo já um problema recorrente e de grande foco, se agrava com a situação pandémica”. Em resultado desta crise, “surge também a necessidade de financiamento dos Serviços de Acção Social das universidades, que incorrem em grandes dívidas consequentes dos últimos meses atípicos e é fundamental que não sejam os estudantes a ter de suportar estas despesas nos próximos anos”, realçam os alunos do ensino superior.
“Adivinha-se um próximo ano lectivo difícil para muitos estudantes, que terão grandes dificuldades em assegurar os custos associados e inerentes ao ensino superior e, por isso, o ‘Académicas’ apontou também a urgência do reforço de mecanismos de apoio que salvaguardem estas situações, a fim de prevenir o abandono escolar”, conclui o movimento estudantil.
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