O movimento Cidadãos por Coimbra (CpC) foi, hoje, à entrada dos HUC, exigir a demissão de Fernando Regateiro da presidência do Centro Hospitalar e Universitário, por não apresentar um plano de localização da nova maternidade.
“É preciso dizer que o rei vai nu e basta de conversa fiada, porque não tendo apresentado publicamente, até ao momento, uma proposta de plano para o reordenamento da rede hospitalar de Coimbra, como se comprometeu há vários meses, Fernando Regateiro deve demitir-se”, declarou Jorge Gouveia Monteiro, coordenador do CpC.
“Estamos aqui para dizer basta a situação que se passam atrás do biombo, invisíveis para o povo e que Fernando Regateiro deve demitir-se e dar lugar à escolha de um novo Conselho de Administração, compatível com o respeito pela democracia e a transparência das decisões e que esteja seriamente empenhado na resolução dos problemas de saúde de Coimbra e da Região”, acrescentou.
Para o CpC, como se lê no folheto distribuído às pessoas que entravam nos Hospitais da Universidade de Coimbra, “o dossiê nova Maternidade é exemplificativo da falta de transparência nas decisões sobre a localização e sobre o apetrechamento humano e material dos dois hospitais de Coimbra e das outras unidade de saúde”.
“Ao fim de anos de conversa improcedente, as duas maternidades ainda existentes continuam com enormes dificuldades, o Hospital dos Covões vai sendo deliberadamente definhado, o Hospital de Celas continua atolado em problemas e viatura”, refere o CpC, adiantando que “A prosperidade de empresas privadas de saúde surgidas em Coimbra neste mesmo lapso de tempo é a confirmação de que a estratégia de silêncio e de manobras ocultas aproveita alguém”.
Em anterior conferência de Imprensa, o CpC tinha dado um prazo, até ao Dia Mundial da Criança (01 de Junho), para que o Presidente do Conselho de Administração do CHUC divulgasse o prometido plano de localização das diferentes valências, serviços e especialidades nos vários pólos da cidade de Coimbra.
O CpC enviou ao presidente da Assembleia da República uma comunicação insistindo no agendamento do debate parlamentar da petição entregue em Julho de 2018 e com 4 500 assinaturas, pedindo a construção da nova maternidade nos Covões.
Jorge Gouveia Monteiro considera, também, que a ministra da Saúde deve ser “menos temida” e “tomar em mãos o dossiê da nova maternidade, incluindo a decisão sobre a sua localização, financiamento e calendário de construção, mas também sobre o reforço de meios das actuais maternidades de Bissaya Barreto e de Daniel de Matos até à entrada daquela em funcionamento”.
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