“Intrujaram feirantes” para eles subscreverem um abaixo-assinado e “acenaram-lhes com coisas irrealizáveis”, afirmou, hoje, Jorge Veloso em reacção à estranheza da CDU face ao «chumbo» de uma moção pró-Feira dos 23.
Como noticiou o Jornal Campeão das Províncias a CDU estranha que a Assembleia da UF de S. Martinho do Bispo e Ribeira de Frades haja rejeitado, sábado (27), uma moção a preconizar a reabilitação do recinto da Feira dos 7 e dos 23.
“Pejado de inverdades, o teor da moção pouco ou nada tem a ver com o abaixo-assinado” subscrito por centenas de pessoas, declarou o presidente da Junta da sobredita União de Freguesias, Jorge Veloso (PS), na Assembleia Municipal de Coimbra, depois de uma intervenção do autarca do PCP João Pinto Ângelo.
Segundo Veloso, o representante da CDU na Assembleia da UF de S. Martinho e Ribeira, Adelino Lopes, aparentemente, acatou «ordens» de dois munícipes para não aceitar uma alteração do texto da moção preconizada pelo presidente da Junta.
O dispositivo proposto para a moção sugeria que a sobredita Junta promovesse a referida requalificação, “quer por si só quer em articulação com a Câmara Municipal” [de Coimbra].
Jorge Veloso disse ao “Campeão” ter sugerido uma redacção com o seguinte teor: “que a Câmara Municipal promova a requalificação, quer por si só quer em articulação com a Junta e outras entidades envolvidas no processo (Agência Portuguesa do Ambiente, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro)”.
O alvitre de Jorge Veloso abrangeu, ainda, a anulação de um dos considerandos da proposta de moção, cujo teor é o seguinte: “é de referir que no documento intitulado contratos interadmnistrativos – obras 2019 nada está anunciado apesar de na reunião da Assembleia da UF realizada a 27 de Dezembro de 2018 o Sr. presidente da Junta ter dito que um projecto de requalificação [do espaço] da Feira dos 7 e dos 23 iria avançar em 2019”.
O documento da autoria da coligação PCP / Partido “Os Verdes”, com o respaldo de mais de 300 assinaturas recolhidas entre feirantes e utilizadores daquele espaço, foi entregue, hoje, à Mesa da Assembleia Municipal de Coimbra.
A moção foi «chumbada» com votos desfavoráveis dos representantes do PS e da coligação “Mais Coimbra”, tendo-se abstido o autarca do movimento Cidadãos por Coimbra (CpC) e estado ausente a autarca do movimento “Somos Coimbra”.
“Se calhar, a justificação [para a rejeição] prende-se com o facto de se tratar de uma proposta da CDU”, declarou João Pinto Ângelo.
Para Adelino Lopes, é “do conhecimento geral a Feira não reunir condições para as pessoas que a frequentam”, por possuir “um espaço desordenado e desregulado”, cujo pavimento se transforma “num pântano no Inverno e num mar de poeira no Verão”.
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