As infra-estruturas eléctricas do município de Montemor-o-Velho, no Baixo Mondego, foram os equipamentos mais atingidos pela passagem da depressão Kristin, na madrugada de quarta-feira, existindo várias freguesias que se mantêm às escuras.
“Ontem [quarta-feira], ao fim do dia, tínhamos mais de 50% da electricidade restabelecida, o que apontava para a possibilidade de haver aulas no concelho e o abastecimento dos lares de idosos e Centro de Saúde, também com geradores. Mas hoje, pela manhã, houve três freguesias [Montemor-o-Velho, Carapinheira e Meãs do Campo] onde a eletricidade quebrou novamente”, disse José Veríssimo, presidente da Câmara.
Se na sede do concelho a energia já voltou a ser reposta, ao final da manhã, o autarca disse esperar que na Carapinheira e Meãs do Campo o mesmo aconteça ao longo do dia.
No entanto, e apesar dos meios da E-Redes estarem no terreno, acompanhados pela Protecção Civil e funcionários municipais, mantêm-se sem electricidade, desde a madrugada de quarta-feira, quatro freguesias e parte do território de outras duas.
São estas Abrunheira e parte de Pereira, na margem esquerda do Mondego, a sul de Montemor-o-Velho, e Seixo de Gatões, Liceia, parte de Arazede e Tentúgal, a norte e a leste.
Perante a situação, o Município decidiu manter as aulas em Arazede, mas não nas restantes freguesias onde a electricidade falhou novamente ou ainda não foi regularizada. “Recolhemos as crianças, garantimos-lhes o almoço e o apoio necessário, mas não as aulas”, explicou José Veríssimo.
O autarca disse ainda que a situação de falta de energia está a impactar uma das mais importantes indústrias do concelho – uma fábrica de batata frita, localizada em Tentúgal, “que está em vias de ser a maior da Península Ibérica, com uma grande obra que estão a fazer, e está sem electricidade há quase dois dias”, lamentou.
Fonte: Campeão das Províncias
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