Francisco Pinto Balsemão com o Reitor Amílcar Falcão na cerimónia de entrega do Prémio UC em 2024 (Foto UC | DCM)
A Universidade de Coimbra (UC) manifestou hoje o mais profundo pesar pelo desaparecimento do antigo líder do PSD Francisco Pinto Balsemão, realçando o “papel essencial” que desempenhou na promoção da liberdade de imprensa e na consolidação do regime democrático.
“Despedimo-nos esta terça-feira de um grande nome do século XX português, um Homem que desempenhou um papel essencial na promoção da liberdade de imprensa e na consolidação do regime democrático, dois valores essenciais que importa preservar em tempos nebulosos como os que vivemos”, refere o Reitor da UC.
De acordo com Amílcar Falcão, Pinto Balsemão “manteve sempre uma atitude consciente e empenhada na construção de um mundo melhor”, uma postura que expressou no discurso de aceitação do Prémio UC, que recebeu em 2024.
“Sem cair na tentação do autoelogio, preferiu alertar-nos para as ameaças à democracia e à sustentabilidade do planeta, no mundo dividido em que vivemos. Nestas horas difíceis, apresento sentidas condolências à sua família e amigos”, acrescentou.
O jornalista e empresário Francisco Pinto Balsemão recebeu o Prémio Universidade de Coimbra a 1 de Março de 2024, na sessão solene comemorativa do 734.º aniversário deste estabelecimento de ensino superior.
O Governo decretou dois dias de luto nacional, a cumprir hoje (22) e amanhã (23), pela morte de Francisco Pinto Balsemão, antigo primeiro-ministro, fundador do Partido Social Democrata (PSD), semanário Expresso e da SIC, e uma das figuras mais marcantes da democracia portuguesa.
Francisco Pinto Balsemão, antigo líder do PSD, ex-primeiro-ministro e fundador do Expresso e da SIC, morreu na terça-feira aos 88 anos.
Balsemão foi fundador, em 1973, do semanário o Expresso, ainda durante a ditadura, da SIC, primeira televisão privada em Portugal, em 1992, e do grupo de comunicação social Impresa.
Em 1974, após o 25 de Abril, fundou, com Francisco Sá Carneiro e Magalhães Mota, o Partido Popular Democrático (PPD), mais tarde Partido Social Democrata PSD. Chefiou dois governos depois da morte de Sá Carneiro, entre 1981 e 1983, e foi, até à sua morte, membro do Conselho de Estado, órgão de consulta do Presidente da República.
Homem de cultura vasta, amante de música, tocava piano e bateria, e com um sentido de humor discreto, Francisco Pinto Balsemão foi igualmente um observador lúcido da história que ajudou a escrever. No seu livro Memórias, descreveu-se como alguém que procurou “deixar o mundo, pelo menos o mundo que o rodeia, um pouco melhor do que o encontrou”.
Fonte: Campeão das Províncias
Todos os direitos reservados Grupo Media Centro
Rua Adriano Lucas, 216 - Fracção D Eiras - Coimbra 3020-430 Coimbra
Powered by Digital RM