A Turismo Centro de Portugal (TCP) lamentou a exclusão do Vodafone Rally de Portugal do calendário do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC) em 2027, considerando que a decisão terá consequências económicas, turísticas e de promoção externa do país.
“É um murro no estômago. Esta é uma notícia profundamente negativa para Portugal e que não pode ser recebida com normalidade”, disse o presidente da TCP, Rui Ventura, defendendo que o Rally de Portugal é uma das principais marcas internacionais do país.
O Automóvel Clube de Portugal (ACP) anunciou na terça-feira (29) que a prova, que chegou a ter data prevista entre 13 e 16 de Maio de 2027, ficou fora do calendário devido a uma alteração efectuada pelo promotor da WRC na fase final da preparação da temporada, destinada a aumentar a diversidade geográfica e a dimensão intercontinental do campeonato.
Rui Ventura destacou o impacto na hotelaria, restauração, comércio e emprego, além da exposição internacional proporcionada pelas transmissões.
“Estamos a falar de um evento com um impacto extraordinário na promoção externa de Portugal, na economia dos territórios, na hotelaria, na restauração, no comércio e no emprego”, sustentou.
Para a região Centro, a decisão interrompe também o trabalho que estava a ser desenvolvido para reforçar a presença do rali no território, com Viseu a assumir maior protagonismo.
“Existia um trabalho em curso para reforçar a presença do Rally no nosso território, com Viseu a assumir um papel relevante, criando uma oportunidade excepcional de promoção internacional e de retorno económico para toda a região”, explicou Rui Ventura.
O responsável defendeu ainda que devem ser esclarecidas as circunstâncias que conduziram à retirada da prova portuguesa, questionando as negociações realizadas, as alternativas apresentadas e as condições colocadas pelo promotor.
A ACP revelou entretanto que já iniciou contactos com o promotor do WRC para avaliar um eventual regresso do Rally de Portugal ao campeonato em 2028.
“Não basta dizer que poderá regressar em 2028. Uma marca internacional desta dimensão não pode entrar e sair do calendário como se nada estivesse em causa”, considerou Rui Ventura.
O presidente da Turismo Centro de Portugal alertou para a perda de retorno económico e turístico durante o ano de ausência, defendendo que o processo deve ser esclarecido e que o trabalho para garantir o regresso da prova deve começar desde já.
“Em 2027 não perdemos apenas uma prova de automóveis: perdemos economia, perdemos dormidas, perdemos promoção internacional e perdemos, durante um ano, uma das grandes marcas de Portugal no mundo”, lamentou.
A retirada representa uma inversão relativamente ao anunciado em Maio de 2025, quando o promotor do WRC e o ACP comunicaram que o Rally de Portugal estava assegurado no calendário mundial até 2028.
“Agora é tempo de explicações e, sobretudo, de garantir que esta ausência não se transforma numa perda definitiva. O Rally de Portugal tem um valor demasiado importante para o turismo, para os territórios e para a imagem internacional do país para que esta decisão seja encarada com resignação”, concluiu Rui Ventura.
Fonte: Campeão das Províncias
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