COIMBRA,18 de Julho de 2024

Tragédia no mar põe de luto a Figueira da Foz

3 de Julho 2024 Rádio Regional do Centro: Tragédia no mar põe de luto a Figueira da Foz

O naufrágio da embarcação de pesca “Virgem Dolorosa”, esta madrugada, entre as praias de Pedrógão e de Vieira de Leiria, vitimou três pescadores do concelho da Figueira da Foz, estando ainda outros três desaparecidos no mar, enquanto 11 tripulantes foram retirados com vida.

Duas das vítimas mortais do naufrágio são de Buarcos e uma terceira de Lavos, sabendo-se também que os três pescadores ainda desaparecidos têm também residência no concelho da Figueira da Foz.

O presidente da Câmara da Figueira da Foz, após visitar os feridos em observação no Hospital Distrital da Figueira da Foz, disse que o Município vai avançar com apoio psicológico, moral e de companhia às famílias

“Depois vamos ver as condições em que vivem, os meios que têm e ver o que precisam em termos de outro tipo de material”, adiantou Pedro Santana Lopes, que contactou o mestre da embarcação “que estava em estado de choque e não articulava palavra”.

Segundo Santana Lopes, a autarquia vai acompanhar a situação e tomará as iniciativas que entender para “ajudar todas as famílias que vivem uma hora tão trágica”.

O alerta para o adornamento da embarcação de pesca “Virgem Dolorosa” ao largo das praias de São Pedro de Moel e de Vieira de Leiria foi dado às 4h33 para o comando local da Polícia Marítima da Nazaré.

Sete de 11 dos resgatados deram entrada no Hospital Distrital da Figueira da Foz, um dos quais em estado grave, informou a directora clínica, Sónia Campelo Pereira. Segundo a médica, o ferido mais grave tem 57 anos e foi transferido para a Unidade de Cuidados Intensivos dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) com problemas respiratórios.

“Três das vítimas já tiveram alta e outras três estão em observações”, revelou a directora dos cuidados hospitalares do Hospital Distrital da Figueira da Foz, num novo ponto de situação feito pouco antes das 12h00 junto ao Serviço de Urgência. As três vítimas em observações apresentam problemas de foro respiratório, bem como taquicardias.

Prosseguem as buscas

As buscas pelos três pescadores desaparecidos na sequência do naufrágio esta madrugada ao largo das praias da Marinha Grande prosseguem por ar, terra e mar, mas sem condições para os mergulhadores entrarem na embarcação, informou a Autoridade Marítima.

O porta-voz da Autoridade Marítima Nacional e da Marinha, José Sousa Luís, afirmou que nas buscas pelos três pescadores desaparecidos foi empenhada uma equipa do grupo de mergulho forense da Polícia Marítima, “no sentido de fazer uma inspecção” para tentar verificar se no interior do barco “se encontrava alguém ou se se encontrava alguém preso nas redes”.

De acordo com o porta-voz, “as condições do mar” não permitiram a entrada da equipa na embarcação que não se encontra afundada, mas sim “a flutuar, virada e com redes à volta”, tendo a equipa de mergulhadores verificado que “ não se encontra ninguém preso nas redes”

Sem explicações

O armador António Lé, presidente da Organização de Produtores da Figueira da Foz, disse não haver explicações para o naufrágio da embarcação “Virgem Dolorosa”, que causou a morte a três pescadores e três outros estão desaparecidos.

“A embarcação estava no exercício da sua actividade, em conjunto com as outras [mais seis da mesma organização] e, de um momento para o outro, virou. Não se sabe as razões, não se sabe nada, virou”, afirmou, em declarações à agência Lusa, António Lé.

Segundo o responsável, a embarcação foi comprada há três anos, é moderna e a tripulação é experiente. “Nada justifica o que aconteceu”, reforçou.

António Lé explicou que, após a embarcação se ter virado, as que se encontravam nas proximidades “largaram a pesca e foram em socorro” conseguindo resgatar 11 tripulantes, destacando igualmente a eficiência da Marinha portuguesa que prossegue as buscas para encontrar os três desaparecidos.

O armador falou em “sentimento de dor indescritível, não só das famílias como dos colegas”. “Refugiou-se tudo porque era impossível conter as lágrimas, a ira, a revolta e o desagrado”, descreveu.

Fonte: Campeão das Províncias

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