COIMBRA,27 de Janeiro de 2022

Teatrão estreia em Coimbra peça em torno da obra “da família” de Valério Romão

7 de Dezembro 2021 Rádio Regional do Centro: Teatrão estreia em Coimbra peça em torno da obra “da família” de Valério Romão

A companhia ‘O Teatrão’, de Coimbra, estreia na quinta-feira “da família”, um espectáculo em torno da obra homónima do escritor Valério Romão, que se debruça sobre as transformações na estrutura e dinâmica das famílias.

A peça de teatro centra-se em cinco dos contos do livro “da família”, de Valério Romão, dividindo-se em duas partes, apresentadas em dias distintos, num total de quatro horas de espectáculo, anuncia companhia de Coimbra.

“É um espectáculo que apresenta alguma loucura em palco e que, de certa forma, está assente numa perspetiva privilegiada do buraco da fechadura sobre a família, em que tanto há pais colados ao tecto, como balões, um pequeno Hitler ou um filho que se transforma em mãe”, disse Valério Romão, que foi responsável pela dramaturgia criada a partir dos contos que tinha escrito.

Para o escritor, que nunca gosta de voltar a ler o que escreveu “há algum tempo”, o exercício acabou por não ser “demasiado custoso”, porque tinha os contos bem presentes e achou interessante “dar voz àquelas personagens que tinha guiado de uma forma tão despudorada”.

Valério Romão olhou para o processo quase como se fosse “uma tradução” dos seus contos, procurando dentro do texto narrativo “uma perspectiva dramatúrgica”, algo que foi feito com a ajuda dos próprios actores e do encenador da peça, Marco António Rodrigues.

Para o encenador brasileiro, o espectáculo mostra também o momento de transição que a própria sociedade vive, “entre uma família mais nuclear e uma família mais tribal”.

Apesar de os contos não se situarem quer no passado quer na contemporaneidade, há algum “tipo de desestruturação”, algo que abala cada núcleo, em histórias que tanto têm de quotidiano como de fantástico, notou.

“O Valério tem um tratamento muito interessante, que é meio fantástico e meio mágico e a compaixão dele pelas personagens acaba por criar algumas potências que tanto podem ser usadas para o bem como para o mal”, frisou.

No palco, tudo está articulado como se esse fosse uma espécie de prédio ou condomínio, quase como se o público espreitasse pela janela da casa de cada família, explicou.

No primeiro dia, serão apresentados três episódios, que abordam “estratos mais baixos da sociedade”, e o segundo, com dois, “de estratos médios”.

O espectáculo, que é para maiores de 14 anos, estreia-se na quinta-feira e estará em cena na Oficina Municipal do Teatro até 16 de Janeiro de 2022.

A primeira parte é apresentada à terça-feira (19h00), quinta-feira e sábado (21h30), e a segunda à quarta-feira (19h00), sexta-feira (21h30) e domingo (17h00).

Ao longo da temporada, haverá sessões com interpretação em Língua Gestual Portuguesa (de 18 de Dezembro a 29 de Dezembro e de 15 a 16 de Janeiro) e com audiodescrição (a 15 e 16 de Janeiro).

Com música de Victor Torpedo, o espetáculo é interpretado por Cláudia Carvalho, Isabel Craveiro, Hugo Inácio, João Santos, Margarida Sousa, Pedro Lamas e Sofia Coelho.

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