O IPMA prevê a partir de domingo a passagem de algumas frentes que vão trazer chuva, mas nada tão agressivo e preocupante como o que ocorreu na quarta-feira com a depressão Kristin, segundo a meteorologista Cristina Simões.
“Não será nada muito assustador, nem agressivo, no entanto, com precauções até porque estamos numa situação em que há zonas muito fragilizadas com tudo o que aconteceu. (…). A chover novamente e com vento a adicionar ao que já aconteceu não vai facilitar a quem está a tentar resolver os problemas, os estragos”, disse à Lusa a meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Cristina Simões adiantou que para hoje ainda está prevista alguma chuva e que o sábado será um dia de acalmia, contudo no domingo a situação vai mudar.
“Vamos continuar com a passagem de algumas frentes que vão trazer precipitação entre domingo e segunda-feira. No final do dia de domingo, a chuva será mais intensa no Norte e Centro, mas nada tão gravoso como tivemos”, disse.
De acordo com Cristina Simões, para segunda-feira está também prevista queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela e vento um pouco mais intenso, não tendo sido emitidos avisos e a emitir serão amarelos.
O agravamento no domingo tem a ver com uma superfície frontal que vai trazer chuva, passando a aguaceiros e vento mais intenso à passagem da frente.
“São situações típicas de Inverno. Numa situação normal não seria nada preocupante, nem assustador, só ter aqueles cuidados normais de quando chove. No entanto, estamos a sair de uma situação bastante grave em que estamos a tentar resolver problemas e tudo isto não ajuda”, disse.
Na próxima semana, segundo Cristina Simões, vai continuar a passagem alternada de algumas superfícies frontais, apontando a previsão para a continuação de chuva alternando com períodos de acalmia.
“Toda a semana vamos ter estas passagens. O anticiclone está muito a sul e vai deixando passar todas estas perturbações do Atlântico, que conseguem atingir o continente”, adiantou.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Protecção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até às 23h59 de dia 1 de Fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
Fonte: Campeão das Províncias
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