O índice de regularidade dos Serviços Municipalizados dos Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) caiu cerca de 5,7% em 2025, tendo também sido registado um aumento de cerca de 36% nas reclamações registadas.
Os dados surgem no último relatório anual sobre as obrigações de serviço público da Câmara de Coimbra enquanto autoridade de transportes, consultado pela agência Lusa, que aponta para um índice de regularidade de 90,7% em 2025, quando em 2024 tinha sido registado um índice de 96,2%.
Em 2023, o índice também tinha sofrido uma quebra para 95,7%, depois de em 2022 ter sido registada uma taxa de regularidade de 98,1% dos autocarros dos SMTUC.
No ano em análise no relatório, é dada nota de um total de 599 reclamações, a maioria relacionadas com linhas, percursos e paragens (339), seguido do atendimento.
Este dado aponta para um aumento de cerca de 36% face ao número de reclamações registadas em 2024 (441), estando também acima dos valores registados em 2023 (503) e em 2022 (487).
O relatório consultado pela Lusa refere também 230 acidentes em 2025 com autocarros dos SMTUC (174 colisões e 56 despistes), um valor abaixo do registado em 2024 (276), mas acima de 2023 (225).
Segundo o documento, em 2025, foram percorridos um total de 5,4 milhões de quilómetros, mantendo-se a quebra contínua na circulação dos SMTUC desde 2022, serviços municipais com reconhecidas dificuldades em contratar motoristas e com uma frota envelhecida.
Em 2025, em que houve várias greves dos trabalhadores dos SMTUC que lutavam por melhores condições salariais, houve também uma quebra no número de passageiros transportados (11,5 milhões), depois de alguns anos de recuperação após a pandemia.
Em Maio, o novo presidente dos SMTUC, Eduardo Barata, reconheceu que os Transportes Urbanos de Coimbra deveriam continuar a perder passageiros, referindo que ainda não estava a ser possível, neste ano, inverter a quebra registada em 2025.
Na altura, Eduardo Barata falava de um índice de regularidade na ordem dos 91%, considerando que esse valor é “assumidamente mau”.
Também no final de Maio, os SMTUC avançaram com uma redução de oferta de transportes em mais de 20 linhas nas férias escolares, fins-de-semana e feriados, com uma redução de cerca de 204 horas de exploração, motivada pela falta de motoristas.
Se a maioria dos indicadores presentes no relatório anual aponta para perdas do serviço, já a taxa de ocupação média anual dos SMTUC subiu para 14,86%, perto de duplicar o valor registado em 2022 (8,1%).
Já a idade média da frota, depois de ter reduzido em 2023 para 11 anos, aumentou substancialmente em 2025 para 15,1 anos.
Fonte: Campeão das Províncias
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