COIMBRA,31 de Maio de 2026

Festival de dança com 15 “momentos extraordinários” no mês de Abril em Coimbra

20 de Março 2026 Rádio Regional do Centro: Festival de dança com 15 “momentos extraordinários” no mês de Abril em Coimbra

A décima edição do festival Abril Dança Coimbra vai levar ao Convento São Francisco (CSF) e ao Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) 15 propostas, “que cruzam criação artística contemporânea com uma forte componente de participação do público”.

Entre os dias 2 e 29 de Abril, o Abril Dança Coimbra apresenta uma programação com “momentos extraordinários”, composta por espectáculos, performances, oficinas e projectos comunitários, disse a vereadora da Cultura da Câmara Municipal, Margarida Mendes Silva.

O evento procura “reposicionar Coimbra como palco de criação contemporânea na área da dança e da performance”, além de apostar “na diversidade de públicos e na participação ativa”.

Este ano, participam no festival “coreógrafos e artistas portugueses de diferentes gerações”, o que “consequentemente reflecte uma diversidade estética e temática da dança contemporânea em Portugal”, acrescentou.

Na apresentação do Abril Dança Coimbra 2026, que decorreu quinta-feira, no CSF, Margarida Mendes Silva adiantou que o projeto Rampa.3 contará este ano com 24 intérpretes de todo o país, o maior número de sempre.

No âmbito do Rampa.3, um projecto formativo e criativo, o coreógrafo Benvindo Fonseca vai levar ao CSF três momentos artísticos, a 12 de Abril, que estão a ser ensaiados desde o fim de Janeiro.

A décima edição da iniciativa, na óptica de Margarida Mendes Silva, possui uma “dimensão inclusiva e comunitária”, de que é exemplo o programa “Dançar com Parkinson”, que no dia 11 leva ao CSF uma edição especial e gratuita, para celebrar o Dia Mundial da Dança (assinalado a 29 de Abril) e o Dia Mundial do Parkinson (11 de Abril).

Outras características distintivas este ano são os aspetos “de mediação e formação de públicos”, com sessões que se dirigem às escolas e às famílias, com direcção da bailarina Noeli Kikuchi, bem como as questões “de acessibilidade e diversidade”, com um programa para diferentes classificações etárias, “políticas de preços acessíveis” e medidas de inclusão e acessibilidade.

A vereadora deu ainda destaque ao “Wonderlandi”, de Lander Patrick, que no dia 16 irá cruzar dança, teatro e o universo performativo, e a “Bichos”, com coreografia de Rui Lopes Graça, que no último dia do festival leva ao palco um espetáculo trabalhado a partir da obra homónima de Miguel Torga.

O director do TAGV, Sílvio Correia Santos, também presente na conferência de imprensa, realçou que o conjunto de propostas que subirão ao palco do teatro académico “trazem o objectivo de questionar o mundo e de o partilhar com diferentes comunidades”, numa boa articulação com as propostas do CSF.

Os momentos artísticos que ocupam o TAGV, no âmbito do festival, estão unidos por “uma forte consciência social e política”, pontuou.

A abertura do Abril Dança Coimbra acontece precisamente no teatro académico, por “Onyx”, um trabalho de Piny, que “se move em territórios de intervenção política e social”.

A partir de uma parceria entre o TAGV e o Teatro Viriato, o espectáculo “Isto não é para besta, é para gente!”, de Magda, está integrado na programação do Abril Dança Coimbra e sobe ao palco a 14 de Abril, para reflectir sobre a exploração da mulher, enquanto nos dias 15 e 28, no âmbito do ciclo “Corpos Performáticos”, ocorrem eventos e momentos artísticos que resultam de investigação académica.

Segundo a vereadora da Cultura, o Abril Dança Coimbra representa um investimento municipal de 65 mil euros, sendo quase metade do valor (30 mil) destinado ao projecto Rampa.

A iniciativa, que vai já na quarta edição, é uma semente “para aquilo que se sonha ser, um dia, uma companhia de dança em Coimbra”, apontou, esclarecendo que o objectivo não se concretizou nos últimos anos porque “implica uma componente logística e financeira muito acentuada”.

O Abril Dança é uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Coimbra/Convento São Francisco e da Universidade de Coimbra/Teatro Académico de Gil Vicente.

Fonte: Campeão das Províncias

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