COIMBRA,7 de Dezembro de 2021

Docente da FEUC apresenta livro sobre crise e crédito

28 de Abril 2021 Rádio Regional do Centro: Docente da FEUC apresenta livro sobre crise e crédito

Carlos Carreira, docente da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) apresenta livro resultante de estudo por si coordenado.

A apresentação do livro Crise e Crédito: Lições da Recessão de 2008–2013” vai ter lugar na próxima sexta feira (30) entre as 11h e as 12h30 em directo no site da Fundação Francisco Manuel dos Santos (https://www.ffms.pt/), que financiou a investigação.

A apresentação é seguida de um debate do autor com António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal e Diana Bonfim economista coordenadora no Departamento de Estudos Económicos do Banco de Portugal e terá como moderador Bruno Faria Lopes, jornalista da Revista Sábado..

Algumas das questões respondidas neste estudo são: Que impacto teve a última crise no encerramento das empresas em Portugal? Que consequências teve no emprego e na productividade? E que importância têm as empresas zombie na economia portuguesa?

Segundo o estudo apresentado em livro pelo autor, “a visão convencional sustenta que as crises são eventos em que a economia se desfaz das unidades menos produtivas a um ritmo mais acelerado, abrindo espaço para a expansão das empresas mais produtivas. No entanto, após a Grande Recessão de 2008–2013, o crescimento económico revelou-se surpreendentemente anémico, colocando em aberto a sua verdadeira natureza”.

Considerando os dados das sociedades a operar na indústria transformadora e nos serviços, entre 2004 e 2017, o estudo avalia se as empresas portuguesas enfrentaram um risco adicional de actividade durante a recessão de 2008–2013, causado pelas restrições no acesso a financiamento.

Na primeira parte do estudo observa-se a dinâmica empresarial portuguesa, entre 2004 e 2017, com uma atenção muito especial ao papel das restrições financeiras enquanto factor preponderante no crescimento e encerramento de empresas. Na segunda parte do estudo é examinada a dimensão do fenómeno das empresas zombie — empresas maduras sobre-endividadas sem capacidade de solver os seus compromissos financeiros devido à falta persistente de rendibilidade.

O estudo analisa ainda o impacto das alterações legislativas introduzidas no regime de insolvência em 2012.

Mostra-se, em conclusão, que a ausência de uma política de mitigação de restrições financeiras das empresas foi responsável pela fraca recuperação económica no período pós-crise (isto é, a partir de 2013). Dada a magnitude do choque negativo decorrente da covid-19, uma deterioração do balanço das empresas desencadeará necessariamente um aumento do risco de encerramento de empresas viáveis. Políticas destinadas a aliviar os problemas de liquidez das empresas são da maior relevância, políticas que não desencorajem o financiamento de empresas inviáveis certamente acabarão por diminuir a capacidade de crescimento no futuro.

Jornal Campeão das Províncias

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