COIMBRA,13 de Abril de 2024

Companhia Teatrão quer continuar a fortalecer tecido cultural da região de Coimbra

22 de Novembro 2022 Rádio Regional do Centro: Companhia Teatrão quer continuar a fortalecer tecido cultural da região de Coimbra

A directora da companhia Teatrão, Isabel Craveiro, avançou que pretendem continuar a fortalecer o tecido cultural da região, dando continuidade ao “Rede Artéria”, um projecto que visou a criação de uma rede de programação cultural regional.

“Esperamos melhorar a rede e potenciar para outras relações, falo da complementaridade de escalas que podem existir de diferentes níveis de financiamento, de estratégias de políticas culturais que estão ligadas ao desenvolvimento dos territórios, mas também falo de internacionalizar este projecto”, sustenta.

Entre 2014 e 2021 a Oficina Municipal de Teatro Teatrão, de Coimbra, desenhou e implementou uma rede de criação, programação e produção de conhecimento nas artes performativas em colaboração com oito municípios da região Centro: Belmonte, Coimbra, Figueira da Foz, Fundão, Guarda, Ourém, Tábua e Viseu.

A Rede Artéria, projecto de intervenção sócio-cultural, com coordenação artística do Teatrão e académica do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, combinou, durante este período, produção de conhecimento científico, participação da comunidade e criação artística.

Os resultados do projecto foram tornados públicos ao final da tarde de segunda-feira, com o lançamento de uma publicação, servindo o momento também para preparar o futuro e pensar num segundo ciclo de um projeto que pretende “gerar mais e melhores impactos no fortalecimento do tecido cultural deste território”.

Aos jornalistas, Isabel Craveiro sublinhou a importância da experiência trazida por este projecto, que tem a produção académica como imagem de marca, poder vir a ser partilhada com outros lugares do mundo, colocando o conhecimento em circulação.

“Já depois da edição tivemos mais um artigo publicado, numa revista internacional. Isso quer dizer que isto são assuntos que não nos interessam só a nós, mas que o benefício será imenso se conseguirmos outros parceiros e outras trocas”, sustentou. No seu entender, o trabalho desenvolvido apresenta muitas virtudes e pode vir a ser alargado a mais municípios da região.

Pode ainda ser internacionalizado como modelo de boas práticas na área da cultura, envolvendo academias de outras latitudes e municípios observadores convidados de outros países.

“Deve contribuir decisivamente para a evolução do desenho de políticas culturais municipais pensadas com as populações, com os agentes culturais, com os públicos e com as academias”, indicou.

A publicação Rede Artéria – Territórios, Criação Artística, Ciência”, onde estão vertidos os resultados do projecto, foi apresentada pelo professor universitário André Barata. Esta publicação contém o relatório do que foi o projecto, apresentando reflexões, bem como algumas recomendações.

“O grande dever neste momento, e penso que é o sentimento de quem esteve neste projecto, é que o poder público, os municípios, possam continuar e até alargar esta lição de intermunicipalismo destes oito municípios”, alegou André Barata.

Fonte: Campeão das Províncias

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