Este fim de semana, o Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede, contempla mais duas estreias, uma das quais no Salão Recreativo de Cordinhã, onde a partir das 21h30, o grupo de teatro RTP Tinto (Resistência Teatro e Produções), de Cordinhã, apresenta “O Tesouro do Conde”. Nesta comédia escrita por Manuel Tomé, a acção inicia-se na época medieval, quando os mouros, que tinham acabado de
invadir um Convento de Frades nos arredores de Montemor-o-Velho, procuravam um tesouro enviado pelo Rei destinado à repovoação das Terras do Conde. Aí, um frade perseguido pelos mouros acaba por se render e depois de pressionado, deixa cair o manuscrito onde consta a localização desse tesouro. Depois de várias peripécias, o documento apareceu numa gruta 900 anos depois, descoberto por dois amigos, o
João Garrafão e o Zé Rolhas, que prosseguem esta verdadeira caça ao tesouro.
Ainda no sábado, igualmente às 21h30, inicia também a sua participação no Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede o Grupo de Teatro “As Fontes do Zambujal”, que sobe ao palco da sua sede para representar uma adaptação de “Filho Sozinho”, um drama de Francisco Ventura que propõe uma reflexão sobre as exigências da educação familiar. A personagem principal é José, que em criança só
fazia asneiras, sempre com a complacência da mãe. Passada a adolescência, as asneiras passam a crimes, que persistem e vão desde o furto de um cântaro de azeite, ao roubo do dinheiro dos pais, até ao assassinato de um vizinho.
Sobre RTP Tinto (Resistência Teatro e Produções)
A Associação Cultura e Recreativa de Cordinhã foi formalmente constituída a 18 de Outubro de 2019, tendo por objecto estatutário a promoção e divulgação de actividades socioculturais, a formação artística de jovens e seniores, a produção de eventos e objectos artísticos, a produção e edição de trabalhos nas áreas do teatro e do cinema e a defesa do património cultural de Cordinhã. O Grupo faz a sua estreia no Ciclo de Teatro com a apresentação de um original de Manuel Tomé, director da colectividade.
Sobre o Grupo de Teatro As Fontes do Zambujal
O Grupo de Teatro “As Fontes do Zambujal” foi constituído em 1996. A sua designação é uma referência às quatro fontes de origem romana que existiram no Zambujal, designadamente Fonte de Rodelos, Fonte Má, Fonte Perto e Fonte Seca. As raízes desta formação teatral podem ser encontradas em 1954, mais precisamente em 27 de maio, data em que foi fundado um agrupamento com o nome “Viva O. R.
Zal” (Viva o Rancho do Zambujal). A iniciativa partiu de alguns indivíduos da comunidade que pretendiam desenvolver atividades de lazer para preencher os seus tempos livres, assim como manter vivas a tradição e a autenticidade dos trajes, danças e cantares do Zambujal.
Depois de uma interrupção de alguns anos, o Grupo retomou o seu funcionamento em 1992, sob a nova designação de Grupo Folclórico “Os Malmequeres do Zambujal”. Em Julho de 1995, passou a integrar a Associação Juvenil do Zambujal e Fornos, mais precisamente a sua secção de folclore, e em 1996 filiou-se no INATEL. É nessa mesma altura que surge o Grupo de Teatro “As Fontes do Zambujal” que inicia um trabalho de produção teatral regular apresentando uma a duas peças anualmente, por altura da quadra natalícia e participando no Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede, desde a sua primeira edição. Em 1998, faz a sua primeira apresentação fora da terra, mais precisamente nas Franciscas, no âmbito do I Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede, com as peças “Falar Verdade a Mentir” e “O Senhor”. No ano seguinte faz um périplo por várias localidades do Concelho de Cantanhede com as produções “O Céu da Minha Rua” e “Terra Firme”.
A peça que ensaiou e apresentou de seguida, no Natal de 2000, a comédia em três actos “Dois Maridos em Apuros”, constituiu-se como um grande sucesso perante o público, sendo apresentada igualmente no Ciclo de Teatro de Cantanhede do ano seguinte. Em Dezembro de 2001 esta formação teatral apresentou a comédia “O Padre Piedade”, que também apresentou no Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede, em
2002.
Desde o início da sua actividade que cabe a Dinis Fatia, actualmente Presidente da Assembleia-Geral e Coordenador do Grupo de Teatro, escolher as peças a serem apresentadas, bem como distribuir os diferentes papéis pelos actores, atendendo sempre às características e capacidades de cada um. É também o autor dos cenários, passando largas horas a pintar as imagens que servem de fundo à actuação dos
actores.
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