Com o início dos casos de COVID-19, no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), foi perceptível a dificuldade de obter alguns dos componentes dos equipamentos de protecção individual, nomeadamente artigos de protecção da cabeça e da região cervical e ombros (cogula) e botas de protecção de cano alto.
Face a esta situação, um conjunto de profissionais desenvolveu soluções criativas e foi lançado o desafio de se colmatar internamente esta lacuna, com a confecção dos artigos em falta. Desafio que foi, de imediato e sem reservas, assumido por seis costureiras que trabalham na rouparia do CHUC (cinco do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) e uma do CHUC).
A trabalharem em exclusivo e desde então, nesta tarefa, foi possível, no passado dia 12 de março, produzir, no CHUC, a primeira cogula e as primeiras botas, em tecido[1], para protecção adequada dos profissionais de saúde que lidam directamente com os doentes vítimas ou possíveis vítimas da COVID-19. E, desde então, produzir cerca de 450 botas e 700 cogulas.
Tratou-se de uma solução inovadora, perante um desafio que requeria determinação e prontidão, e o compromisso de quem não baixa os braços perante as adversidades, a incerteza e o desconhecido. E foi, exactamente, o que aconteceu, à semelhança do que se regista com a generalidade dos profissionais e equipas do CHUC.
É uma aposta ganha que vale por si e pelo que representa de apoio à segurança dos que cuidam e tratam dos doentes, mas que vale também pelo exemplo. Hoje, vários
hospitais já adoptaram a mesma metodologia ou a estão a adoptar, para responder à escassez deste tipo de artigos no mercado.
Com o aumento do número de casos, torna-se difícil confeccionar todas as peças necessárias, pelo que se está já a tentar organizar grupos externos, de voluntários, que possam ajudar nesta tarefa, utilizando o material do hospital.
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